Se o celular cair na água, é necessário agir rápido para tentar minimizar os danos e aumentar as chances de recuperação do aparelho. Especialistas e fabricantes alertam que não se deve usar arroz para secar o dispositivo, prática comum, mas que pode causar mais problemas.
A primeira medida é desligar imediatamente o celular para evitar curtos-circuitos, segundo orientações da Samsung. Em seguida, caso o aparelho tenha sido exposto a água com impurezas, como água do mar, piscina ou bebidas, recomenda-se enxaguar o celular em água limpa por até três minutos para remover resíduos. O dispositivo deve ser secado externamente com um pano seco e colocado em local arejado para evaporar a umidade.
Para ajudar na remoção do líquido interno, o ideal é posicionar o celular com o conector USB voltado para baixo e dar leves batidinhas no topo do aparelho. O tempo para secagem completa varia entre 24 e 48 horas, conforme indicações da Apple e Motorola. Durante esse período, se houver alerta de umidade na tela, deve-se evitar ligar o aparelho.
Caso o celular esteja descarregado e seja necessário recuperar informações rapidamente, o uso de carregador sem fio é recomendado, desde que a parte traseira do smartphone esteja seca. No entanto, se o problema persistir, o encaminhamento para assistência técnica é indicado.
Entre as práticas a evitar, está o uso do arroz para absorver umidade, pois pequenas partículas podem entrar no aparelho e causar danos, conforme alerta da Apple. Além disso, não se deve usar cotonetes, que podem deixar resíduos em orifícios, nem conectar cabos enquanto o dispositivo estiver molhado, para prevenir corrosão nos conectores. Também é desaconselhado usar fontes de calor, como secadores ou ar comprimido, já que essas fontes podem danificar componentes internos.
Os smartphones mais recentes possuem proteções contra água identificadas pelas certificações IP, que indicam o nível de resistência a líquidos e poeira. A classificação IP67, por exemplo, garante proteção contra imersão em até 1 metro por 30 minutos, e a IP68 suporta até 1,5 metro pelo mesmo tempo. A IP69 oferece proteção contra jatos de água em alta pressão e temperatura. Entretanto, mesmo com essas certificações, a exposição prolongada à água pode danificar o aparelho e anular a garantia.
Modelos básicos costumam ter classificações inferiores, como IP53 ou IP54, que só protegem contra respingos e poeira, não sendo recomendados para imersão. Nestes casos, o procedimento de enxágue com água limpa serve apenas para situações excepcionais de contato com líquidos sujos.
Entre os smartphones com proteção IP68 e IP69 disponíveis no mercado estão iPhone 16e, iPhone Air, Jovi V50, Moto G86, Moto Edge 60 Neo, Oppo Reno 14F Dark Side, Realme 15T, Galaxy S25, Galaxy S25 FE e Xiaomi Redmi Note 15 Pro. Os preços desses aparelhos, consultados em lojas online no início de 2024, variam entre R$ 2.400 e R$ 10.500.
Em resumo, ao se deparar com um celular molhado, o recomendado é desligar o dispositivo, enxaguar se necessário em água limpa, secar cuidadosamente e aguardar o tempo indicado para a evaporação da umidade. Evitar práticas que possam agravar o problema é essencial para preservar o funcionamento do equipamento.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

