João Gilberto, baiano que revolucionou a música popular

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João Gilberto, baiano que revolucionou a música popular brasileira, é celebrado nesta quinta-feira, 25 de janeiro, data dedicada ao Dia Nacional da Bossa Nova, marcada pelo nascimento de Antonio Carlos Jobim, compositor fundamental do gênero. A escolha da data reforça a importância de João Gilberto, considerado criador da batida única que caracterizou a Bossa Nova, consolidada em 1958 com a gravação de “Chega de saudade”.

O single lançado naquele ano apresentou uma nova forma de tocar violão e cantar, que se distanciava do samba tradicional. João Gilberto aprimorou essa batida durante os anos 1950, especialmente entre 1955 e 1957, criando uma sonoridade que integrava voz, instrumento e arranjo de modo inovador. Assim, transformou a música brasileira, estabelecendo um estilo original e influente.

Antes de João, artistas como Johnny Alf abriram caminhos para o desenvolvimento harmônico da Bossa Nova. No entanto, foi Gilberto quem consolidou o ritmo ao suavizar a cadência do samba nas cordas do violão. A Bossa Nova, a partir de 1958, passou a gerar ramificações e inspirar músicos que seguiram diferentes caminhos dentro do gênero, sempre com João como principal referência.

Antonio Carlos Jobim, nascido em 25 de janeiro de 1927, forneceu a maioria das composições que se tornaram clássicos da Bossa Nova, muitas vezes em parceria com Vinicius de Moraes e Newton Mendonça. Embora sua importância seja indiscutível, Jobim já era um compositor reconhecido antes do movimento. Sua contribuição foi fundamental para consolidar a Bossa Nova no cenário musical.

O papel de João Gilberto como catalisador fica evidente diante da trajetória dos compositores e intérpretes que se articularam em torno do gênero. Sua inovação proporcionou o ponto de partida e o referencial contínuo para o movimento, conferindo ao artista baiano um papel central na história da música brasileira.

No segundo semestre de 2025, será lançado o livro “João Gilberto e a insurreição Bossa Nova – Outros lados da história”, obra do jornalista e crítico musical Tárik de Souza, que compila o panorama antes e depois da contribuição de João Gilberto para a música. O livro se destaca pela riqueza de detalhes sobre o movimento, abrangendo seu impacto nacional e internacional.

Apesar da profundidade da obra, a narrativa é considerada densa devido ao excesso de informações sobre repertórios e gravações, o que torna a leitura mais pesada. A parte mais fluida do livro ocorre quando o autor analisa a discografia de João Gilberto, detalhando as características de cada álbum.

Em comparação, “Amoroso – Uma biografia de João Gilberto” (2021), de Zuza Homem de Melo, é reconhecido pela precisão e leveza da narrativa ao abordar a vida e obra do músico. Esta biografia apresenta um retrato menos técnico e mais acessível do artista, contribuindo para a compreensão pública da trajetória do criador da Bossa Nova.

João Gilberto permanece como figura essencial para entender a música brasileira do século XX. Seu estilo e invenções continuam a influenciar músicos e ouvintes, consolidando seu legado no panorama musical nacional e internacional.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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