Vídeos de alimentos e objetos falantes criados com inteligência artificial viralizam no TikTok e Instagram desde o início de 2026, oferecendo dicas sobre uso e conservação desses itens. Esses conteúdos têm atraído milhares de visualizações ao apresentar produtos animados com expressões e falas que transmitem orientações, geralmente sem citar fontes técnicas.
Os vídeos mostram alimentos e objetos como geladeira, pasta de dente e esponja de lavar louça em tom crítico ou irônico. No TikTok, as hashtags #alimentosfalantes e #objetosfalantes contabilizam centenas de publicações desse gênero. Entre os alimentos mais comuns nas postagens estão banana, pão de forma, macarrão, morango, brócolis, salsicha, alho, cenoura e abacaxi.
Parte dessas produções foram feitas com a Veo 3, uma inteligência artificial do Google capaz de gerar vídeos ultrarrealistas. Essa ferramenta já havia sido usada em outras virais ao longo de 2025, como na criação da apresentadora fictícia Marisa Maiô.
Apesar da popularidade das dicas apresentadas, especialistas em cyberpsicologia alertam para a necessidade de verificar a veracidade das informações. Angelica Mari, pesquisadora nessa área, disse ao g1 que o público tende a acreditar que objetos “falantes” fornecem orientações técnicas precisas, o que nem sempre é verdade. Segundo ela, o uso de linguagem simples e narrativa ajuda a aproximar o conteúdo do público, mas isso não substitui a validação técnica dos dados.
Além de levar informações, esses vídeos participam de um fenômeno cultural chamado brain rot, que descreve a sensação de desgaste mental causada pelo consumo excessivo de conteúdos superficiais nas redes sociais. O termo brain rot foi eleito a palavra do ano de 2024 pelo Dicionário Oxford, devido ao aumento significativo nas buscas pela expressão.
O brain rot se manifesta principalmente em plataformas como TikTok e YouTube, com vídeos que humanizam objetos e animais dentro de narrativas simples e repetitivas, criando uma espécie de série de episódios. Exemplos incluem personagens como um tubarão com tênis, uma xícara vestida de bailarina e um pedaço de madeira com taco.
Enquanto essas produções rara vez trazem informações consideradas úteis, elas geram engajamento elevado e possuem seguidores que reproduzem as “regras” ou instruções apresentadas, muitas vezes em tom de humor. Isso reforça a influência desses vídeos na forma como o público interage com conteúdos digitais.
O crescimento desse tipo de conteúdo evidencia a importância da alfabetização digital e do consumo crítico de informações nas redes sociais, especialmente quando envolve temas ligados à saúde e alimentação. O público deve buscar fontes confiáveis para confirmar orientações e evitar a propagação de dados incorretos.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

