Entenda o que faz o preço do dólar

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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (22) em leve alta, com avanço de 0,03% na abertura, cotado a R$ 5,3213. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Os mercados iniciam o dia atentos aos Estados Unidos, onde serão divulgados indicadores econômicos e por sinais de alívio no cenário internacional. Dados de inflação e atividade dividem espaço com desdobramentos recentes da política externa americana, que influenciaram o humor dos investidores.

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▶️ Nos EUA, os investidores acompanham a divulgação do PCE de novembro, indicador de inflação utilizado pelo Federal Reserve. A publicação foi adiada devido ao shutdown que terminou em novembro, após 43 dias de paralisação do governo.

▶️ Ainda na agenda americana, o país divulga a leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, com expectativa de crescimento anualizado de 4,3%. Também estão previstos os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego.

▶️ As bolsas globais operam em alta após o presidente Donald Trump descartar o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspender tarifas que seriam impostas a oito países europeus, o que reduziu a percepção de risco nos mercados.

▶️ Esse movimento favoreceu a migração de recursos para mercados emergentes na sessão anterior. No Brasil, o Ibovespa se destacou e encerrou o pregão de quarta-feira em 171.816,67 pontos, um novo recorde de fechamento.

Durante a sessão, o principal índice da bolsa brasileira também atingiu máxima intradia de 171.969,01 pontos, refletindo o ambiente mais favorável no exterior.

💲Dólar

a

Acumulado da semana: -0,98%;

Acumulado do mês: -3,08%;

Acumulado do ano: -3,08%.

📈Ibovespa

Acumulado da semana: +4,26%;

Acumulado do mês: +6,64%;

Acumulado do ano: +6,64%.

Tensão EUA-Europa

Nesta quarta-feira, após falas bastante críticas à Europa durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente americano, Donald Trump, disse ter alcançado um acordo sobre o futuro da Groenlândia junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico”, afirmou o republicano em uma publicação no seu perfil no Truth Social, destacando que, caso essa solução seja concretizada, “será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan”.

Com base nesse entendimento, Trump também decidiu recuar das tarifas de 10% impostas a países europeus no último sábado, em retaliação à contrariedade dessas nações sobre a aquisição da Groenlândia pelos EUA.

“Discussões adicionais estão em andamento sobre Domo de Ouro no que se refere à Groenlândia. Mais informações serão divulgadas à medida que as conversas avançarem”, completou, sem dar detalhes do acordo ou de quando ele começaria a valer.

A decisão marca o mais novo capítulo do embate entre Washington e a União Europeia sobre a anexação da ilha do Ártico pelos EUA.

A UE, que já havia começado a discutir respostas para as tarifas das por Trump, ainda não havia divulgado um novo posicionamento sobre a nova decisão do republicano até a última atualização desta reportagem.

Mais uma liquidação extrajudicial

Nesta quarta-feira, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida como Will Bank. A medida interrompe as atividades da instituição, que faz parte do conglomerado do Banco Master.

Em nota, o BC informa que a decisão ocorre em razão do “comprometimento da situação econômica” da instituição financeira, e de sua incapacidade de pagar as próprias dívidas por conta do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício de poder do banco Master, liquidado em novembro.

Segundo o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional –a estimativa é que o fundo gaste R$ 6,3 bilhões para restituir clientes e investidores do Will Bank.

Os pagamentos serão feitos conforme o regulamento do FGC e terão como base os dados e valores apurados pelo liquidante, nomeado pelo Banco Central.

“A quantidade de clientes e o valor a ser pago serão divulgados após a referida consolidação das informações”, afirma o FGC.

O fundo destaca, ainda, que a instituição faz parte do conglomerado do Banco Master. “Isso pode afetar o valor estimado de desembolsos a serem realizados pelo FGC, por conta de alguns beneficiários já terem superado o limite de garantia”, diz.

De acordo com o fundo, os clientes que adquiriram produtos elegíveis à garantia do FGC antes da aquisição do Will Bank pelo Master, em 21 de agosto de 2024, terão a garantia preservada.

A partir dessa data, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil.

“Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro”, completa o fundo.

Bolsas globais

Em Wall Street, as bolsas dos EUA fecharam em alta nesta quarta-feira, depois de um forte dia de queda, o pior dos últimos três meses, segundo informações da Reuters.

Os mercados permaneceram atentos às sinalizações de Trump sobre o novo acordo com a Otan sobre a anexação da Groenlândia.

Com os desdobramentos do dia, o S&P 500 subiu 1,16%, aos 6.875,62 pontos, o Nasdaq avançou 1,18%, aos 23.224,83 pontos, e o Dow Jones teve ganhos de 1,21%, aos 49.076,98 pontos.

No setor corporativo, algumas grandes empresas, como Nvidia e Tesla, se recuperaram após as perdas do dia anterior. Já ações de companhias aéreas subiram com previsões mais otimistas, enquanto papéis de outras empresas caíram por decisões estratégicas ou resultados financeiros.

Além da política, o mercado acompanha a divulgação de dados importantes da economia americana e balanços de grandes empresas, que ajudam a indicar o ritmo do crescimento e da inflação nos EUA.

Dólar

Karolina Grabowska/Pexels

Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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