O príncipe Harry se emocionou ao depor nesta quarta-feira (21) na Alta Corte de Londres, durante o processo que move contra o jornal Daily Mail por violação de privacidade. Ele afirmou que o comportamento do veículo tornou a vida de sua esposa, Meghan, “um verdadeiro inferno”.
O duque de Sussex, de 41 anos, e outros seis autores do processo, incluindo o cantor Elton John, acusam a Associated Newspapers, editora do Daily Mail e do Mail on Sunday, de invasão de privacidade desde os anos 1990 até 2010. Harry é o primeiro membro da família real britânica a depor em juízo em 130 anos em ação contra a imprensa.
Ao responder às perguntas do advogado da editora, Antony White, Harry negou ter qualquer relação próxima com os jornalistas acusados de vazar informações. “Para que não haja dúvidas, não sou amigo de nenhum desses jornalistas e nunca fui”, afirmou. Ele disse que seus círculos sociais não tiveram envolvimento em vazamentos.
Durante o depoimento, o príncipe demonstrou emoção ao falar sobre o impacto do caso, afirmando que o jornal continua persegui-lo mesmo após solicitações de retratação. Com a voz embargada, disse: “Eles transformaram a vida da minha esposa em um verdadeiro inferno.”
A Associated Newspapers rejeitou as acusações, classificando-as como “calúnias absurdas” e afirmando que seus jornalistas agiram com base em fontes legítimas, incluindo amigos e conhecidos das celebridades. A empresa mantém a defesa de que o material publicado teve respaldo em informações confiáveis.
Harry e Meghan se conheceram em 2016 e oficializaram a união em 2018. Desde então, o casal tem protagonizado diversos embates públicos com a mídia britânica, que eles acusam de perseguição e invasão de privacidade. O processo atual representa mais um capítulo dessa disputa.
Ao longo do depoimento, o príncipe se mostrou combativo nas respostas, especialmente ao ser questionado pelo advogado da editora. Apesar da firmeza, demonstrou fragilidade emocional ao relembrar os efeitos das práticas jornalísticas no cotidiano de Meghan.
Essa audiência ocorre em meio a uma série de investigações e ações legais movidas por membros da família real contra veículos da imprensa, que questionam a ética e os limites da cobertura midiática sobre a monarquia. O debate envolve questões de privacidade, liberdade de imprensa e responsabilidade dos jornais.
O caso ainda não tem previsão de sentença. A decisão da Alta Corte poderá estabelecer precedentes importantes para futuras disputas entre a realeza e a mídia no Reino Unido.
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Fonte: g1.globo.com
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