O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do

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O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank na quarta-feira (21), interrompendo as operações da instituição e deixando clientes sem acesso aos seus recursos, enquanto as cobranças do cartão de crédito continuam sendo exibidas no aplicativo.

Embora o app do banco digital siga disponível para consulta de saldo e faturas, transações como pagamentos, transferências e PIX não são processadas. Usuários relatam que, apesar de os valores aparecerem, não é possível utilizar os recursos.

Desde a noite de terça-feira (20), clientes têm registrado instabilidades no sistema e falhas para realizar movimentações financeiras, com notificações de erros aumentando após o anúncio oficial do BC.

Cassandra Mendes, cliente do banco há dois anos, afirmou que possui saldo na conta, mas não consegue quitar a fatura do cartão de janeiro. Ela conseguiu pagar a fatura de dezembro antes da suspensão das operações.

Outro usuário, Rayssa Santos, relatou tentativas frustradas de usar o cartão de crédito, mesmo com limite disponível. Ela disse que não conseguiu realizar compras online e precisou usar outro cartão.

Segundo o BC, a paralisação no processamento dos cartões pela Mastercard contribuiu para o agravamento da situação financeira do banco, o que motivou a liquidação. O Will Bank acumulava cerca de R$ 7 bilhões em passivos e administrava aproximadamente R$ 8 bilhões em transações ligadas à bandeira Mastercard.

Com a intervenção, os recursos dos clientes passam a fazer parte do processo conduzido por um liquidante, nomeado pelo Banco Central, responsável por apurar saldos e organizar pagamentos conforme a legislação vigente.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre valores de até R$ 250 mil por CPF em depósitos e produtos elegíveis na instituição, garantindo proteção parcial aos clientes. No entanto, o pagamento dos valores não é imediato e depende da conclusão dos trâmites formais.

Até o momento, o Banco Central não informou prazos para liberação dos fundos nem orientou suspensão das cobranças referentes às faturas de cartão de crédito. As dívidas continuam sendo devidas e podem gerar cobranças adicionais, inclusive com juros e efeitos na restrição de crédito.

Tentativas de contato da imprensa com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o FGC e o próprio Will Bank não resultaram em posicionamentos até a última atualização da reportagem.

A liquidação extrajudicial remove o Will Bank do sistema financeiro, transformando os clientes em credores do processo, que terá prioridade e garantias definidas em lei para o pagamento dos débitos. Por ora, serviços digitais permanecem congelados e sem previsão de retorno.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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