O governo da China encerrou o embargo à importação de carne de frango do Rio Grande do Sul, em vigor desde 2024 devido a um surto da Doença de Newcastle. A decisão foi publicada em comunicado na sexta-feira (16) pela Administração Geral das Alfândegas e pelo Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais da China.
O Brasil havia declarado-se livre da gripe aviária em 18 de junho de 2025, após registrar 28 dias consecutivos sem casos da doença em granjas. Em novembro do ano passado, a China retirou o embargo para o restante do país, mas manteve a restrição apenas para o Rio Grande do Sul.
A revogação do embargo foi motivada por uma nova análise de risco que anulou o comunicado anterior de 2024, que impedia as vendas gaúchas para o mercado chinês. A decisão abre caminho para a retomada das exportações da carne de frango produzida no estado para um dos principais mercados internacionais.
O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, afirmou que o setor recebeu a notícia por meio de importadores e exportadores. O dirigente informou ainda que aguarda um comunicado oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para confirmação e orientações.
A restrição da China ao frango do Rio Grande do Sul influenciou o volume de exportações de carne de frango do estado em 2024, que registrou queda de 1%. Naquele ano, cerca de 6% das exportações gaúchas do produto tiveram destino a esse país asiático.
A decisão da China pode contribuir para a recuperação das exportações do setor avícola do Rio Grande do Sul, que integra a cadeia produtiva da carne de frango do Brasil. O mercado chinês é um dos principais compradores globais, e a liberação das importações deve ampliar as oportunidades comerciais para os produtores locais.
O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Associação Gaúcha de Avicultura monitoram a situação para garantir o cumprimento dos protocolos sanitários exigidos e apoiar os exportadores no processo de retomada das vendas ao mercado chinês.
A revogação do embargo ao Rio Grande do Sul ocorre após meses de acompanhamento epidemiológico e medidas de controle que identificaram a ausência da Doença de Newcastle, considerada uma das principais ameaças para a avicultura.
O fim da restrição amplia as perspectivas para o setor avícola gaúcho em meio a desafios de mercado e concorrência internacional. Os produtores devem intensificar os esforços para atender aos requisitos sanitários e aproveitar as oportunidades de crescimento no comércio exterior.
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Fonte: g1.globo.com
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