Golpistas digitais e invasores residenciais roubaram cerca d

Golpistas digitais e invasores residenciais roubaram cerca de US$ 700 milhões em criptomoedas em 2025, em uma série de ataques que cresceram com o aumento do mercado de ativos digitais. Entre as vítimas, o casal britânico Helen e Richard perdeu aproximadamente US$ 315 mil após hackers obterem acesso à sua conta de armazenamento em nuvem e transferirem silenciosamente suas moedas Cardano.
Helen e Richard, que investiram por sete anos em criptomoedas, acompanhavam impotentes a movimentação de seus ativos no blockchain, sistema público que registra todas as transações. Apesar de verem o dinheiro ser transferido, não puderam fazer nada para reaver os valores. “Você consegue ver seu dinheiro lá no blockchain público, mas não há nada que possa fazer para recuperá-lo”, afirmou Helen. O casal planeja contratar investigadores particulares para tentar rastrear os responsáveis.
O crescimento do mercado cripto atraiu um aumento dos ataques cibernéticos e fraudes, afetando tanto empresas como investidores individuais. Em 2025, os furtos somaram mais de US$ 3,4 bilhões globalmente, segundo a empresa Chainalysis, mantendo patamar elevado desde 2020. Os roubos contra pessoas físicas dobraram de 40 mil ocorrências em 2022 para 80 mil no ano passado, representando cerca de 20% do valor total perdido no setor.
Entre as táticas usadas por criminosos estão invasões domiciliares, ameaças e sequestros para forçar vítimas a entregarem chaves de acesso às carteiras digitais, ação conhecida como “ataques com chave inglesa”. Em um caso na Espanha, um homem foi baleado e posteriormente encontrado morto, enquanto sua companheira foi mantida em cativeiro e liberada depois. Na França, executivos do setor também sofreram sequestros e agressões em 2025.
Além das invasões físicas, golpes online têm se sofisticado e aproveitam bases de dados vazadas para identificar alvos com grandes valores em criptomoedas. Em um ataque nos Estados Unidos, membros de um grupo criminoso foram acusados de roubar mais de US$ 260 milhões entre 2023 e 2025, utilizando engenharia social para enganar investidores. Dados de clientes expostos em vazamentos também alimentam fraudes, segundo especialistas em segurança digital.
A ausência de instituições reguladoras que possam atuar como intermediárias nos casos de roubo agrava o problema. Donos de carteiras digitais que adotam o modelo “self custody”, em que gerenciam sozinhos suas chaves privadas, ficam vulneráveis, pois não há como recuperar fundos sem a intervenção do usuário. Por outro lado, essa autonomia é vista por alguns investidores como vantagem frente a limitações impostas por bancos tradicionais.
Matthew Jones, fundador da empresa de segurança Haven, desenvolveu uma carteira digital com funcionalidades extras de proteção, como verificação biométrica contínua e geofencing para restringir transações a locais pré-aprovados. O objetivo é mitigar o risco de roubos e fraudes, diante do crescente volume de ativos digitais armazenados individualmente.
Apesar das perdas, Helen e Richard não planejam abandonar o mercado cripto, enquanto buscam recuperar os recursos perdidos. A experiência do casal reflete o dilema enfrentado por investidores que entram em um mercado em expansão, mas ainda não totalmente protegido contra formas tradicionais e novas de crime.
A série de ataques e fraudes demonstra que o setor demanda mais mecanismos de segurança e conscientização dos usuários para lidar com riscos inerentes ao universo das criptomoedas, à medida que mais pessoas se tornam proprietárias desses ativos digitais.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com