Economia

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) inicia nesta

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) inicia nesta
  • Publishedjaneiro 19, 2026

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) inicia nesta segunda-feira (19) o ressarcimento de cerca de 150 mil credores que possuem Certificados de Crédito Bancário (CDBs) emitidos pelo banco Master. O pagamento será realizado à vista, em parcela única, para investidores com valores aplicados nessa instituição.

Os pedidos para o ressarcimento começaram a ser aceitos no último sábado (17). Pessoas físicas devem fazer a solicitação por meio do aplicativo do FGC, enquanto empresas precisam acessar o site oficial do fundo. Até domingo, aproximadamente 369 mil pedidos já haviam sido registrados.

O número de credores do banco Master foi revisado para cerca de 800 mil, abaixo da estimativa inicial de 1,6 milhão. O valor total a ser pago pelo FGC é de R$ 40,6 bilhões, reduzido em relação à previsão inicial de R$ 41,3 bilhões. O fundo informou ter liquidez de R$ 125 bilhões, segundo dados de novembro de 2025.

Após instabilidades no início da abertura do sistema, o aplicativo do FGC voltou a funcionar normalmente. O sistema processa cerca de 9 mil pedidos por hora, o equivalente a 2,5 solicitações por segundo. O órgão alertou que picos de acesso podem causar lentidão temporária.

O FGC também emitiu um alerta sobre tentativas de golpes envolvendo o pagamento das garantias. O fundo reforça que não cobra taxas, não antecipa valores, não transfere créditos e não utiliza intermediários. Nenhum contato oficial é feito por WhatsApp ou SMS. O presidente do FGC, Daniel Lima, destacou a importância de atenção dos investidores para evitar fraudes.

O Fundo Garantidor de Crédito protege saldos de correntistas e investidores em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. A cobertura vale para investimentos como CDBs, Recibos de Depósito Bancário (RDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

O FGC atua apenas em casos de intervenção ou liquidação da instituição financeira. O ressarcimento considera o valor investido somado aos rendimentos até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil. Valores superiores podem ser recuperados por meio do processo de liquidação conduzido pelo Banco Central.

Produtos financeiros sem garantia do FGC, como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), fundos de investimento e títulos emitidos fora do sistema protegido, não recebem indenização automática. Esses recursos entram na fila de liquidação e dependem da disponibilidade de ativos remanescentes.

O banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025. A instituição enfrentava dificuldades devido ao alto custo de captação e à exposição a investimentos considerados arriscados, com juros acima do padrão de mercado. Tentativas de venda, como à Banco de Brasília (BRB), foram interrompidas por órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e investigações.

O risco da instituição aumentou quando passou a oferecer produtos financeiros, especialmente CDBs, com remuneração muito superior ao mercado. O ressarcimento pelo FGC busca garantir os direitos dos investidores que tinham aplicações nesses produtos.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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