Cerca de 600 mil credores do Banco Master solicitaram ressarcimento ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até esta segunda-feira (19), em meio ao processo de liquidação da instituição financeira. O pagamento das garantias começou nesta data para cerca de 150 mil credores que aplicaram em Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
Dos 600 mil pedidos registrados, cerca de 400 mil credores concluíram o processo, incluindo a validação de identidade, e foram encaminhados para o pagamento. O FGC estima que aproximadamente 800 mil credores tenham direito ao ressarcimento, limitado a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.
Os pagamentos são realizados em parcela única e respeitam o teto definido. O aplicativo do FGC processa em média 11,8 mil solicitações por hora, o que corresponde a quase três pedidos por segundo. Em funcionamento normal, o sistema apresenta boa resposta, embora volumes elevados de acessos simultâneos possam ocasionar lentidão momentânea.
Para concluir o pedido, é necessário validar a identidade por meio de documentos aceitos, como RG com CPF, Carteira Nacional de Identidade, CNH física ou digital, Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) e Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM). O FGC notificou que tentativas de validação com documentos sem CPF foram rejeitadas.
Além disso, em alguns casos, o fundo realiza verificações adicionais de segurança para prevenção de fraudes, o que pode atrasar a liberação do pagamento. Após a confirmação, o credor recebe uma cópia do documento assinado e pode acompanhar o processo pelo aplicativo.
O volume de credores foi revisado para cerca de 800 mil, abaixo da estimativa inicial de 1,6 milhão. O valor total a ser pago em garantias deve atingir R$ 40,6 bilhões, menor que a projeção anterior de R$ 41,3 bilhões. O FGC informou que possui liquidez superior a R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025, assegurando a capacidade financeira para arcar com os pagamentos.
O presidente do FGC, Daniel Lima, alertou para tentativas de golpes relacionados ao pagamento das garantias. A instituição reforçou que não cobra taxas, não antecipa valores e não realiza contatos via WhatsApp ou SMS. O FGC não utiliza intermediários para esses procedimentos.
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central devido a dificuldades financeiras, incluindo alto custo de captação e exposição a investimentos de risco. Propostas de venda, como a feita pelo BRB, não avançaram por questionamentos de órgãos reguladores e falta de transparência.
O banco chamou atenção do mercado ao oferecer CDBs com rentabilidades significativamente acima do padrão, o que contribuiu para o aumento dos alertas e eventual intervenção regulatória.
A garantia do FGC cobre aplicações em CDB, RDB, Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), com limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição. A indenização considera o valor investido acrescido dos rendimentos até a data da liquidação.
Instrumentos financeiros como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), fundos de investimento e títulos fora do sistema não têm cobertura pelo FGC.
O processo de pagamento das garantias segue em andamento, com previsão de atendimento gradual aos credores restantes, conforme o avanço dos pedidos e validação dos documentos.
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Fonte: g1.globo.com
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