Após um período de negociações restritas no mercado

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Após um período de negociações restritas no mercado doméstico de café, as vendas voltaram a crescer na primeira quinzena de janeiro de 2026, segundo o Centro de Estudos em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Cepea-Esalq), da USP em Piracicaba. O aquecimento ocorreu após alta nos contratos futuros de café na Bolsa de Nova York, estimulando o volume comercializado no Brasil.

As cotações dos cafés arábica e robusta fecharam em R$ 2,2 mil e R$ 1,2 mil a saca, respectivamente, valores alinhados às expectativas dos produtores, conforme o Cepea. O aumento nos preços se intensificou a partir de 6 de janeiro, quando os contratos futuros para março de 2026 subiram 1.450 pontos no ICE Futures da Bolsa de Nova York.

O Cepea aponta que a virada do ano impulsionou alguns agricultores a venderem café para obter caixa, contribuindo para a maior liquidez do mercado. Esse cenário indica uma retomada do mercado interno após fases com poucos vendedores e compradores ativos.

Mesmo com essa recuperação nas negociações, o setor cafeeiro mantém preocupação com o cenário climático. O boletim do Cepea destaca que a baixa precipitação em importantes regiões produtoras do Brasil pode afetar negativamente a safra 2026/2027.

Em paralelo, o poder de compra dos produtores de café por fertilizantes apresentou melhora significativa nos últimos meses de 2025. Em São Paulo, o café arábica operou em torno de R$ 2,2 mil a saca em outubro, enquanto o robusta ficou próximo de R$ 1.350. Com essas cotações, os agricultores precisavam de 1,16 saca de café arábica tipo 6 para adquirir uma tonelada de adubo.

Em outubro de 2024, esse número era maior, exigindo 1,44 saca para a mesma quantidade de fertilizante. Segundo o Cepea, a média histórica desde 2011 indica necessidade de 2,6 sacas para essa compra. O levantamento mostra, portanto, uma melhora no poder de compra dos produtores em relação aos fertilizantes.

Pesquisadores indicam que a retomada das chuvas nas regiões produtoras pode facilitar a realização de adubações, o que é fundamental para o desenvolvimento da safra 2025/26. A relação entre melhores condições climáticas e poder de compra reforça a expectativa para uma produção mais qualificada.

Assim, o mercado interno de café apresentou sinais de recuperação imediata no início de 2026, impulsionada pela valorização da commodity no mercado internacional e necessidades de caixa dos produtores. No entanto, fatores climáticos ainda permanecem como desafio para o setor nas próximas safras.

O acompanhamento das condições meteorológicas e do comportamento dos preços será importante para avaliar a continuidade desse movimento positivo e as estratégias adotadas pelos produtores. A análise das negociações e custos de insumos como fertilizantes contribui para a compreensão do cenário econômico do café no Brasil.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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