A Polícia Federal utiliza tecnologias que permitem a

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A Polícia Federal utiliza tecnologias que permitem a extração de dados de celulares mesmo quando os aparelhos estão bloqueados, desligados ou com senhas desconhecidas. Essas ferramentas foram usadas em investigações no Brasil para acessar informações armazenadas em dispositivos iOS e Android.

Para preservar os dados, os dispositivos são inicialmente colocados em recipientes com revestimento metálico, conhecidos como Gaiolas de Faraday, que bloqueiam sinais externos como Wi-Fi e redes móveis. Esse procedimento impede que dados sejam apagados remotamente durante a perícia.

Equipamentos como Cellebrite e Greykey, desenvolvidos em Israel e nos Estados Unidos, respectivamente, se conectam ao celular via USB para tentar desbloquear a senha de acesso e baixar arquivos e mensagens. A extração depende do estado do dispositivo: se estiver bloqueado, os programas tentam quebrar a senha; se desligado ou danificado, é usada a técnica chip off, que remove fisicamente componentes como o chip de memória para transferência dos dados.

O processo de perícia exige rapidez porque algumas informações importantes ficam armazenadas temporariamente na memória do aparelho, como senhas. Caso o celular seja reiniciado, a recuperação desses dados se torna mais difícil. Atualizações recentes no iPhone, por exemplo, fazem o aparelho desligar e ligar automaticamente quando bloqueado por mais de três dias, dificultando ainda mais o acesso.

A técnica chip off, considerada uma abordagem forense de força bruta, envolve desmontar completamente o celular para extrair os componentes necessários. O aparelho, mesmo desligado, recebe pulsos elétricos durante a extração dos dados.

Segundo peritos, as licenças de uso de ferramentas como Cellebrite e Greykey custam cerca de US$ 50 mil anuais por licença, o que equivale a aproximadamente R$ 270 mil. Esses investimentos refletem a complexidade e o custo do trabalho de perícia digital.

A Polícia Federal mantém essas capacidades tecnológicas para auxiliar investigações criminais, garantindo o acesso a provas digitais que podem ser decisivas para a solução de casos. O uso dessas técnicas segue protocolos que visam a segurança e integridade das informações coletadas.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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