O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara um “plano B” para impor tarifas generalizadas de 10% caso a Suprema Corte derrube as tarifas elevadas implementadas em abril de 2025. A declaração foi feita pelo diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, em entrevista à Fox Business nesta sexta-feira (16).
A Suprema Corte deve anunciar na próxima semana sua decisão sobre a política tarifária considerada a principal iniciativa econômica do governo Trump. Em 2 de abril de 2025, Trump aplicou tarifas de até 50% sobre produtos importados de mais de 180 países, medida conhecida como “Dia da Libertação”.
Hassett afirmou que a administração está confiante na decisão favorável da Corte, baseada em análises jurídicas. Entretanto, ele destacou que já existe uma alternativa preparada caso o “tarifaço” seja derrubado.
Segundo Hassett, a alternativa consiste na imposição imediata de uma tarifa de 10% para limitar as perdas causadas por uma eventual anulação da medida atual. Ele acrescentou que outras ferramentas legais, como as Seções 301 e 232 da legislação americana, podem ser usadas para aprofundar as ações tarifárias.
Essas seções permitem ao presidente responder a práticas comerciais consideradas injustas ou relacionadas à segurança nacional por meio da aplicação de tarifas. O plano busca manter pressão sobre parceiros comerciais e proteger setores industriais domésticos.
A questão das tarifas tem gerado debates sobre os impactos para a economia dos Estados Unidos e as relações comerciais internacionais. A decisão da Suprema Corte poderá definir o rumo das políticas tarifárias sob a administração Trump.
O governo federal ainda não divulgou detalhes adicionais sobre o cronograma ou a extensão do “plano B” caso ele seja implementado. A expectativa é que a próxima semana seja decisiva para o desdobramento dessa política econômica.
Até o momento, representantes do Executivo afirmam que a política tarifária vigente continuará em vigor até que o tribunal se pronuncie. O caso é observado de perto por setores industriais, exportadores e organismos internacionais.
A definição da Suprema Corte poderá influenciar também negociações comerciais em andamento com diferentes países. Autoridades governamentais destacam que a manutenção de medidas tarifárias é parte estratégica na defesa da economia nacional.
A decisão judicial será um marco para as políticas econômicas relacionadas ao comércio exterior durante o governo Trump. O tema deve permanecer em evidência nos próximos dias, com repercussões no mercado e na diplomacia americana.
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Fonte: g1.globo.com
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