O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (16), registrou crescimento de 0,7% em novembro na comparação com outubro, após ajuste sazonal. Esse avanço indica a primeira elevação mensal do indicador em três meses, refletindo uma desaceleração esperada da economia brasileira diante do cenário atual.
Na comparação anual, sem ajuste sazonal, o IBC-Br subiu 1,2% em relação a novembro de 2023. O indicador também acumulou crescimento de 1,3% nos primeiros 11 meses de 2024 e 1,2% em 12 meses até novembro, segundo dados do Banco Central.
Por setores, a agropecuária apresentou queda de 0,3% em novembro. A indústria registrou expansão de 0,8%, e os serviços cresceram 0,6% no mesmo período.
O Banco Central usa o IBC-Br como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), medindo a evolução da economia com base na produção de setores-chave, além da inclusão de impostos. Entretanto, o cálculo do BC tem metodologia diferente do PIB oficial, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considera também o lado da demanda.
A desaceleração da atividade econômica já era prevista pelo mercado e pela autoridade monetária, motivada pelo atual patamar elevado da taxa Selic, que está em 15% ao ano, o maior em quase duas décadas. Esse nível de juros elevado é adotado para conter pressões inflacionárias.
O Banco Central reforça que a manutenção dessa taxa por um período prolongado faz parte da estratégia para reduzir a inflação e acelerar a convergência para a meta de 3% ao ano. Em comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em dezembro, o BC indicou que o “hiato do produto” permanece positivo, sinalizando que a economia opera acima do potencial sem pressionar a inflação.
Especialistas do mercado financeiro projetam crescimento do PIB de 2,26% para 2025, contra 3,4% em 2024. Esses números indicam um ritmo menor de avanço da atividade econômica ao longo do próximo ano, alinhado à política monetária restritiva.
O IBC-Br, portanto, continua sendo uma referência importante para a definição da política de juros no Brasil. O crescimento acima da expectativa pode reforçar a pressão inflacionária e contribuir para a manutenção da taxa em níveis elevados.
Em resumo, os dados de novembro mostram um avanço moderado da atividade econômica, alinhado a um cenário de políticas monetárias rígidas, que buscam controlar o processo inflacionário e garantir a estabilidade econômica no médio prazo.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com