A cantora Luísa Sonza lançou nesta terça-feira (13)

A cantora Luísa Sonza lançou nesta terça-feira (13) o disco “Bossa Sempre Nova”, em parceria com Roberto Menescal e Toquinho, em homenagem ao gênero bossa nova. O álbum reúne 14 faixas, incluindo regravações de clássicos e uma canção inédita da própria artista.
O disco traz uma produção alinhada aos padrões tradicionais da bossa nova, com arranjos de Menescal e violão de Toquinho, além de uma estética intimista que reforça a proposta de resgate do gênero. Entre as músicas se destacam hits conhecidos como “O Barquinho” e “Onde Anda Você”, ao lado de “Um pouco de mim”, única faixa original do trabalho.
A voz de Luísa Sonza aparece mais adaptada ao estilo brasileiro neste trabalho, evitando a influência do canto americanizado presente em seus álbuns anteriores. Um dos pontos mais elogiados é a interpretação em “Carta ao Tom 74”, que mostra a cantora confortável no ambiente da bossa nova.
Apesar disso, a crítica destaca que o álbum mantém um tom conservador e pouco inovador em relação ao que já foi feito por nomes históricos como João Gilberto e Nara Leão. A execução das músicas é correta, mas carece de um toque mais vivo e envolvente que caracteriza a bossa nova e faz a diferença em suas melhores interpretações.
A releitura de “Águas de Março”, dueto originalmente consagrado na voz de Elis Regina e Tom Jobim, não alcança o mesmo impacto. Segundo a análise, a nova versão não traz uma nova perspectiva sobre a canção, o que limita seu propósito dentro do repertório.
A falta de inovação nas escolhas e na produção musical deixa o álbum em uma posição intermediária: ele consegue evidenciar a qualidade vocal de Luísa Sonza, mas não amplia ou redefine sua identidade artística. A cantora demonstra capacidade para o gênero, porém o disco parece mais um exercício de estilo do que uma proposta de atualização da bossa nova.
Assim, “Bossa Sempre Nova” cumpre o papel de homenagear o gênero e reposicionar a imagem da artista, mas não agrega novos elementos que justifiquem sua existência diante do vasto legado da bossa nova. O trabalho é apresentado de forma correta e respeitosa, porém sem grande propósito ou charme adicional.
Ao final, o disco revela que ainda falta à artista um elemento essencial do estilo que tenta reinterpretar: a própria bossa, entendida como o frescor e a leveza que tornaram o gênero reconhecido mundialmente. Sem esse traço, o álbum fica distante da inovação e da emoção que a bossa nova costuma inspirar.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com