Economia

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de
  • Publishedjaneiro 13, 2026

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou nesta terça-feira que ainda não há conclusão formada sobre a inspeção técnica que será realizada no Banco Central (BC) referente à liquidação do Banco Master. A avaliação ocorrerá após a verificação dos fatos pela área técnica do TCU, e o relatório será submetido ao plenário do tribunal.

Jhonatan de Jesus foi sorteado como relator após o Ministério Público de Contas enviar dois pedidos de diligências, em dezembro de 2025, sobre a negociação entre o BRB e o Banco Master, além dos procedimentos finais da liquidação. A inspeção, conduzida pela área do TCU responsável pela fiscalização de bancos (AudBancos), deve começar ainda esta semana.

A investigação terá como base a resposta do Banco Central ao TCU, que detalha o processo que levou à liquidação do Banco Master. Dois pontos centrais serão analisados: os indícios de problemas de liquidez da instituição já registrados em 2024 e os motivos que levaram à decisão de liquidação, mesmo diante de uma proposta de aquisição pela empresa Fictor, apoiada por um fundo árabe.

Na segunda-feira (12), o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, junto com Jhonatan de Jesus e outros integrantes do tribunal, reuniu-se com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O encontro ocorreu na sede do BC, mas a instituição ainda não se pronunciou sobre as declarações do TCU. Vital do Rêgo afirmou que a inspeção trará segurança jurídica ao processo e estimou que a apuração deva durar menos de um mês.

O objetivo da reunião foi conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do Banco Central, que havia manifestado resistência à possibilidade de inspeção técnica em suas instalações. A liquidação do Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, é o foco principal dessa investigação.

O desgaste entre as instituições ocorreu após Jhonatan de Jesus determinar a inspeção nos documentos do BC, alegando falta de informações para fundamentar a decisão de liquidação decretada em novembro. Em resposta, o Banco Central recorreu, argumentando que a inspeção não poderia ser determinada por um único ministro, mas deveria passar pelo colegiado do TCU.

O ministro acolheu o recurso, concordando em levar a decisão ao plenário, mas deixou clara sua insatisfação com o recurso do Banco Central. Após a reunião da segunda-feira, o BC desistiu do pedido. Jhonatan de Jesus destacou que não é necessário autorização exclusiva do colegiado para inspeções e que a ampla repercussão pública do caso justifica a decisão de submeter a questão ao plenário do TCU.

Antes mesmo da inspeção ser determinada, as solicitações feitas pelo relator geraram reação do setor bancário. No mesmo dia, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nota em apoio ao Banco Central. A entidade afirmou ter plena confiança na decisão da autoridade monetária e ressaltou a importância da solidez e resiliência do sistema financeiro brasileiro, assim como a independência do regulador.

A Febraban ressaltou que a força do setor bancário está diretamente ligada à credibilidade e dignidade institucional do Banco Central, características que, segundo a entidade, sempre norteiam sua atuação.

O TCU deve seguir com a análise técnica, e o resultado da inspeção será apresentado para deliberação no plenário do tribunal, buscando garantir transparência e segurança jurídica ao processo de liquidação do Banco Master.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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