O dólar abriu em alta nesta terça-feira (13), cotado a

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O dólar abriu em alta nesta terça-feira (13), cotado a R$ 5,3740 por volta das 9h, impulsionado pela divulgação de dados de inflação e emprego nos Estados Unidos e pelas tensões envolvendo o Federal Reserve (Fed). O mercado aguarda informações econômicas americanas que podem influenciar a direção da política monetária.

Com pouca movimentação na agenda doméstica, o foco dos investidores está nos Estados Unidos, onde será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de dezembro, com projeção de alta de 0,2% no mês e 2,6% no ano. Também está prevista a pesquisa semanal da ADP sobre criação de vagas no setor privado, que contribui para as expectativas sobre a manutenção ou ajuste da taxa básica de juros.

No Brasil, a atenção recai sobre o lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária e a sanção do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e regulamenta o novo sistema tributário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participam do evento.

Em âmbito internacional, líderes de bancos centrais de diversos países emitiram uma nota conjunta em apoio ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após o governo americano considerar possível uma acusação criminal contra ele. O documento conta com a assinatura do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.

A ameaça contra Powell está relacionada a declarações feitas ao Congresso sobre os custos de uma reforma na sede do Fed, que teriam ultrapassado o orçamento previsto. Segundo o governo do presidente Donald Trump, o episódio justifica uma investigação criminal. Powell nega as acusações e afirma que a medida é uma tentativa de pressionar o banco central para cortes mais agressivos na taxa de juros.

Especialistas do mercado reforçam preocupações sobre a independência do Fed diante da situação. Jan Hatzius, economista-chefe do Goldman Sachs, afirmou que a ameaça de processo criminal põe em risco a autonomia da instituição, mas acredita que Powell continuará baseando as decisões na análise dos dados econômicos.

No mercado financeiro, o dólar acumula alta de 0,12% na semana, embora registre queda de 2,13% no mês e no ano. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, apresenta recuo semanal de 0,13% e alta mensal e anual de 1,26%. Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta na segunda-feira, impulsionados por ações de tecnologia, apesar da pressão sobre setores financeiros devido à proposta de Trump para limitar as taxas de juros de cartões de crédito.

Na Europa, as bolsas encerraram o pregão com ganhos modestos, apesar do cenário de incertezas, enquanto na Ásia os mercados chineses atingiram os níveis mais altos da última década, puxados pelo setor de inteligência artificial e aeroespacial.

No Brasil, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central aponta que economistas mantiveram suas previsões para a inflação, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e taxa básica de juros. A expectativa é que a Selic comece a cair em março, com redução inicial de 0,5 ponto percentual a partir dos 15% atuais, mantendo-se em 12,25% em 2026 e 10,50% em 2027.

Os dados e os movimentos políticos e institucionais nos Estados Unidos e no Brasil seguem influenciando o comportamento do dólar, que opera em alta nesta terça-feira como reflexo das incertezas no cenário global e das expectativas sobre a política monetária americana.

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Fonte: g1.globo.com

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