O crescimento da economia brasileira deve desacelerar para

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O crescimento da economia brasileira deve desacelerar para 2% em 2026, ante 2,3% previsto para 2025, segundo o Banco Mundial. A instituição divulgou nesta terça-feira (13), em seu relatório Perspectivas Econômicas Globais, que o avanço dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento deve cair para 4% no próximo ano, ante 4,2% em 2025.

O documento projeta que, ao excluir a China, a taxa de crescimento dos mercados emergentes e em desenvolvimento será de 3,7%, estável em relação a 2025. Para a China, que tem grande peso nesses indicadores, a previsão é de desaceleração de 4,9% em 2025 para 4,4% em 2026.

O aumento das previsões em 0,4 ponto percentual para a China reflete estímulos fiscais e crescimento nas exportações para mercados fora dos Estados Unidos, de acordo com o relatório. O Banco Mundial ressaltou que, apesar da resiliência da economia global, o crescimento permanece concentrado em países mais avançados e é insuficiente para reduzir a pobreza extrema.

A produção global deve desacelerar para 2,6% em 2026, ante 2,7% registrado em 2025, número que foi revisado para cima em 0,2 ponto percentual em relação às estimativas de junho. A revisão positiva deve-se principalmente ao crescimento dos Estados Unidos, onde o Produto Interno Bruto (PIB) deve atingir 2,2% em 2026, frente a 2,1% em 2025.

O relatório explica que o crescimento americano em 2025 foi afetado por um aumento nas importações destinado a superar tarifas alfandegárias, mas incentivos fiscais maiores devem sustentar a expansão econômica em 2026. Os impactos das tarifas ainda prejudicam o investimento e o consumo, segundo o Banco Mundial.

Apesar da capacidade de resistir a incertezas políticas, a economia global tem apresentado dinamismo decrescente, alerta Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial. Ele afirma que essa divergência entre resiliência e dinamismo pode comprometer finanças públicas e mercados de crédito a médio prazo.

O Banco Mundial destaca que a década de 2020 pode ser a mais fraca para o crescimento global desde os anos 1960, com risco aumentado de estagnação e desemprego especialmente nos mercados emergentes e países em desenvolvimento.

A instituição mantém a análise de que o ritmo de expansão atual será insuficiente para enfrentar desafios sociais e econômicos globais, como a redução da pobreza extrema e a criação de empregos, o que reforça a necessidade de políticas econômicas e fiscais ajustadas para a realidade dos países emergentes.

As informações foram divulgadas na sede do Banco Mundial, em Washington, nos Estados Unidos.

Palavras-chave: Banco Mundial, crescimento econômico, Brasil, mercados emergentes, China, economia global, PIB, 2026, taxas de crescimento, pobreza extrema, Estados Unidos, Perspectivas Econômicas Globais.

Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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