Economia

A Argentina registrou inflação de 31,5% em 2025

A Argentina registrou inflação de 31,5% em 2025
  • Publishedjaneiro 13, 2026

A Argentina registrou inflação de 31,5% em 2025, divulgou nesta terça-feira (13) o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O dado representa uma queda em relação aos 117,8% de 2024, primeiro ano da gestão do presidente Javier Milei, mas mostra uma aceleração da inflação no último trimestre do ano.

Em dezembro, a inflação mensal chegou a 2,8%, a quarta alta consecutiva acima dos 2,5% de novembro. Ao longo de 2025, a taxa mensal oscilou entre 2% e 3%, com apenas algumas leituras abaixo de 2%. A partir de maio, a inflação apresentou uma retomada gradual, em meio a um cenário político e econômico instável.

Desde que assumiu em dezembro de 2023, Milei implementou um ajuste econômico que incluiu a paralisação de obras federais e o corte de repasses para estados. Além disso, o governo eliminou subsídios em serviços públicos, como água, gás e transporte, o que provocou aumento nos preços ao consumidor.

Essa estratégia ocorreu em meio a uma recessão acentuada e um índice de pobreza que alcançou 52,9% no primeiro semestre de 2024, reduzido para 31% nos primeiros seis meses de 2025. Paralelamente, o governo registrou superávits fiscais e recuperou parte da confiança dos investidores.

No terceiro trimestre de 2025, Milei enfrentou uma crise política após a divulgação de um áudio envolvendo sua irmã, Karina Milei, secretária-geral da Presidência, em suposta corrupção. O episódio levou a uma derrota significativa nas eleições na província de Buenos Aires, principal eleitoral da Argentina, em setembro.

O impacto no mercado foi imediato: o peso argentino perdeu quase 40% de seu valor em relação ao dólar durante o ano e atingiu valor histórico de 1.451,50 por dólar ao final de 2025. A volatilidade gerou temores sobre a capacidade do governo de manter seu plano de reformas e equilíbrio fiscal.

O governo buscou apoio internacional e, em outubro, formalizou com os Estados Unidos um acordo de swap cambial no valor de US$ 20 bilhões, com promessa de mais US$ 20 bilhões em incentivos financeiros. As medidas visam aumentar as reservas em dólar e estabilizar a moeda local.

Esse apoio foi fundamental para a vitória eleitoral de Milei nas eleições legislativas de outubro, o que ajudou a conter a desvalorização do peso e pode garantir a continuidade das reformas econômicas. O presidente norte-americano Donald Trump condicionou parte da ajuda financeira ao sucesso político de Milei.

No início de seu mandato, o presidente argentino firmou ainda um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que liberou um empréstimo de US$ 20 bilhões, com a primeira parcela de US$ 12 bilhões já disponibilizada em abril de 2025. O acordo reforça a confiança internacional no programa econômico adotado.

Entre as medidas para controlar a inflação e atrair investimentos, o governo permitiu o uso de dólares guardados fora do sistema financeiro sem obrigação de declarar a origem, flexibilizou o uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e lançou um plano de captação de empréstimos de US$ 2 bilhões.

Apesar das tentativas de reduzir a inflação mensal para abaixo de 2% e eliminar controles cambiais vigentes desde 2019, a deterioração dos mercados forçou o governo a intervir no câmbio para conter a desvalorização da moeda e estabilizar o cenário econômico.

O governo manteve uma agenda de ajustes fiscais, monetários e cambiais, com o objetivo de fortalecer a economia, aumentar as reservas internacionais e gerar confiança para investidores, mesmo diante dos desafios políticos e da volatilidade do mercado cambial.

A inflação de 31,5% em 2025 reflete os efeitos das reformas e das crises recentes, incluindo o impacto do ajuste de subsídios, a instabilidade política e as oscilações no câmbio. O resultado indica controle em relação ao ano anterior, mas aponta para a necessidade de novas medidas para consolidar a estabilidade.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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