O teto do Instituto Nacional do Seguro Social

O teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) subiu para R$ 8.475,55 a partir de 12 de maio de 2025, com reajuste de 3,90% aplicado aos benefícios acima do salário mínimo. A mudança foi oficializada pela portaria publicada no Diário Oficial da União, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador usado para correção dos valores.
O valor anterior do teto era R$ 8.157,41 e o reajuste impacta aposentados e pensionistas que recebem acima do piso nacional. Para os segurados que recebem um salário mínimo, o aumento acompanha a atualização do piso, que passou para R$ 1.621 desde 1º de maio de 2025. O reajuste de 3,90% vale apenas para quem já tinha o benefício em 1º de janeiro de 2025.
Quem começou a receber aposentadoria ou pensão a partir de fevereiro de 2025 terá correção proporcional ao tempo de recebimento, com índices menores conforme a data de início do benefício. Os percentuais de reajuste estabelecidos para cada mês vão de 3,90% em janeiro e fevereiro até 0,21% em dezembro.
O INPC acumulou alta de 3,90% em 2025, uma queda em relação ao índice de 4,77% registrado no ano anterior. Em dezembro, a variação foi de 0,21%, acima dos 0,03% observados em novembro. O aumento foi puxado principalmente pelos preços dos alimentos, que passaram de queda para alta em dezembro.
No comparativo regional, Porto Alegre registrou a maior inflação mensal em dezembro (0,57%), influenciada pelo aumento da energia elétrica residencial e dos preços das carnes. Curitiba apresentou a menor variação (-0,22%), com queda dos custos de energia e frutas.
No acumulado do ano, os produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto itens não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Vitória apresentou a maior variação regional no ano, com 4,82%, influenciada por aumentos expressivos na energia elétrica residencial e no aluguel.
O INPC é aplicado no reajuste das aposentadorias desde 2003 e considera famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos em diversas regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília. Ele difere do IPCA, que abrange uma faixa de rendimento mais ampla e é considerado o índice oficial de inflação do Brasil.
Em 2026, as regras para aposentadoria de quem já contribuía para o INSS antes da reforma da Previdência de 2019 passarão por novos ajustes no regime de transição. A idade mínima para aposentadoria subirá para 59 anos e seis meses para mulheres e 64 anos e seis meses para homens.
O tempo mínimo de contribuição permanece 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. A regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição, aumentará para 93 pontos para mulheres e 103 para homens em 2026.
As mudanças buscam acompanhar a expectativa de vida e garantir equilíbrio financeiro ao sistema previdenciário. Os segurados devem acompanhar os novos critérios para planejar os pedidos de aposentadoria conforme as regras vigentes.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com