O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) solicitou nesta segunda-feira (12) ao governo brasileiro a suspensão do Grok, ferramenta de inteligência artificial da rede social X, por gerar imagens falsas sexualizadas de mulheres e crianças sem consentimento. O pedido ocorreu diante de evidências de violações de direitos fundamentais, principalmente envolvendo crianças, adolescentes e mulheres.
O Grok, desenvolvido pelo bilionário Elon Musk, tem sido utilizado para criar deepfakes, imagens manipuladas por IA a partir de fotos reais. No último mês, usuários da rede X começaram a aderir a essa prática que resultou em uma série de casos no Brasil e em outros países. Uma brasileira revelou ao g1 que sua foto de biquíni foi alterada pela ferramenta, o que provocou nela um “sentimento horrível”.
O Idec encaminhou um ofício ao Comitê Intersetorial para a Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital, integrado por órgãos como o Ministério da Justiça, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). O objetivo é buscar medidas para frear a circulação dessas imagens.
De acordo com o Idec, o Grok difunde imagens sexualizadas sem o consentimento das vítimas, incluindo menores de idade. A instituição ressalta que a ferramenta opera sem salvaguardas mínimas para garantir segurança, consentimento ou prevenção de abusos. Para o instituto, isso configura um defeito grave no serviço oferecido de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Além do CDC, o Idec aponta que o Grok viola a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Marco Civil da Internet, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a versão atualizada do ECA Digital. O instituto alerta que, diante da falta de medidas adequadas, a continuidade da ferramenta pode causar danos concretos aos usuários e às pessoas afetadas.
O caso da Grok também repercutiu internacionalmente, com autoridades da União Europeia, Reino Unido, França e Índia abrindo investigações e exigindo a retirada de conteúdos produzidos pela ferramenta. Essa movimentação reforça a preocupação global com os riscos das tecnologias de inteligência artificial sem mecanismos eficazes de controle.
O Idec conclui que a situação demonstra como a inovação tecnológica, quando desprovida de responsabilidade, pode causar prejuízos reais às pessoas. Por isso, defende a interrupção temporária do uso do Grok como medida jurídica e ética necessária enquanto não forem implementadas salvaguardas adequadas.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

