Economia

Cerca de 92% dos trabalhadores brasileiros buscam maior

Cerca de 92% dos trabalhadores brasileiros buscam maior
  • Publishedjaneiro 10, 2026

Cerca de 92% dos trabalhadores brasileiros buscam maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, segundo o estudo Workmonitor 2025, realizado pela Randstad com mais de 26 mil participantes em 35 países. A pesquisa mostra que os brasileiros valorizam equilíbrio, flexibilidade, remuneração e alinhamento de valores ao escolher um emprego.

O levantamento entrevistou 755 trabalhadores brasileiros de variados setores e vínculos empregatícios. Entre as prioridades, 92% destacaram a remuneração, 83% a flexibilidade de horário, 80% a flexibilidade de local e 58% o alinhamento de valores pessoais com os da empresa, índices superiores à média global.

O estudo revela que os brasileiros estão mais atentos à cultura organizacional e à coerência entre valores pessoais e empresariais. Aproximadamente 76% afirmam que os propósitos sociais e ambientais da empresa estão alinhados aos seus, e 58% rejeitariam uma vaga caso não houvesse compatibilidade de valores.

Essa afinidade é fundamental tanto para aceitar quanto para permanecer no emprego. Cerca de 28% já pediram demissão por discordar do posicionamento da liderança. Além disso, 37% deixaram empregos por falta de oportunidades de crescimento, e 53% afirmam que sairiam se não vissem possibilidade de progressão na carreira.

A pesquisa também mostra intolerância a ambientes tóxicos. Metade dos entrevistados (53%) já deixou empregos por esse motivo, e 54% abandonariam uma função se não sentissem pertencimento. Os trabalhadores buscam ambientes mais transparentes, liderança acessível, respeito à saúde mental e relações menos hierarquizadas.

Os dados indicam confiança moderada nos empregadores: 88% se sentem confiáveis, 80% confiam na liderança, mas 61% relatam ocultar aspectos pessoais no trabalho. Ainda, 59% veem a equidade como área onde suas organizações não fazem o suficiente, e 56% acreditam na criação de culturas inclusivas.

Quanto à remuneração, 42% estariam dispostos a aceitar salário menor se sentissem que o trabalho contribui para a sociedade. Essa perspectiva reforça a importância do propósito no trabalho para o trabalhador brasileiro, que também demonstra maior exigência com transparência e qualidade de vida.

No Brasil, 63% possuem flexibilidade de horário e 60% flexibilidade de local de trabalho, índices próximos à média global. Oito em cada dez trabalhadores perceberam avanços recentes nesses aspectos, indicando adaptação gradual das empresas às demandas por autonomia e bem-estar.

O desenvolvimento profissional ganha destaque devido à rápida transformação tecnológica. Para 87% dos brasileiros, treinamentos e desenvolvimento são essenciais para manter-se no emprego ou aceitar uma vaga nova, percentual superior à média global de 72%.

Falta de preparo é motivo de insatisfação: 44% consideram pedir demissão se a empresa não oferecer atualização de habilidades, e 48% rejeitariam vagas sem oportunidades de aprendizado. Cerca de 63% afirmam que suas organizações já promovem capacitação em áreas como inteligência artificial.

Sob essa ótica, 49% dos brasileiros assumem responsabilidade individual pela atualização de competências tecnológicas, percentual maior que a média global. Apenas 19% entendem que essa obrigação deveria caber às empresas, contra 27% globalmente. Nos últimos seis meses, 41% notaram aumento nas oportunidades de qualificação.

Os temas mais procurados são inteligência artificial (27%), alfabetização tecnológica (17%), gestão e liderança (8%), diversidade e inclusão (7%) e bem-estar (5%). Esses dados indicam que o trabalhador brasileiro está atento às mudanças do mercado e busca constante desenvolvimento.

A pesquisa reforça que as empresas que não investirem em cultura, flexibilidade e capacitação terão dificuldade para atrair e reter talentos. Parte dos empregadores brasileiros já demonstra sinais de adaptação, embora o ambiente de trabalho ideal ainda seja uma demanda crescente.

A amostra brasileira inclui diferentes tipos de contrato, setores e categorias ocupacionais, o que assegura representatividade dos diversos perfis do mercado de trabalho nacional. Entre os participantes, 71% possuem contrato CLT, e há presença significativa de trabalhadores com contratos temporários e por conta própria.

Com essas transformações, o mercado brasileiro mostra movimento em direção a uma cultura organizacional mais alinhada às expectativas dos trabalhadores, com destaque para equilíbrio, valores e oportunidades de crescimento profissional.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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