Thiaguinho lança nesta terça-feira (9) o álbum ao vivo “Bem black“, gravado em 6 de novembro de 2025 no Club Homs, em São Paulo, com proposta de unir samba e música black. O trabalho traz 14 músicas inéditas e sete regravações, buscando renovar o pagode ao incorporar elementos do soul, funk e R&B.
O álbum se apresenta como uma continuação do disco “Hey, mundo!” (2015), no qual o artista já havia explorado gêneros da música negra, sem perder a raiz do samba. “Bem black” destaca-se pela fusão de ritmos e pelo balanço inspirado nos bailes black dos anos 1970.
Entre as regravações do álbum, estão as músicas “Primavera” e “Coleção”, de Cassiano, além de “Olhos Coloridos”, funk de Macau (1982), interpretado em parceria com Sandra de Sá, uma das autoras originais da faixa. A escolha dessas canções reforça a homenagem aos pioneiros da música negra brasileira, como Cassiano, Tim Maia e Wilson Simonal.
O repertório inédito contém faixas como “Conversa nova”, “Me balançou” e “A rua não tá fácil”, que trazem uma sonoridade mais próxima do soul e dos bailes black, afastando-se em parte das tradicionais rodas de samba. A faixa-título, composta por Thiaguinho e Wilson Prateado, carrega um tom festivo e de união, reforçando a mensagem de celebração e resistência cultural presente no projeto.
O álbum também conta com participação do grupo Sampa Crew na faixa “Vai me ver feliz”, um resgate do R&B e do soul com toques de pagode romântico, estilo que o grupo explorou nos anos 1990. Essa colaboração reforça a conexão entre gerações e estilos musicais dentro do universo black brasileiro.
Produzido por Thiaguinho e Wilson Prateado, o disco buscou registrar a atmosfera das apresentações ao vivo, em um show fechado na capital paulista, evidenciando a interação do público e a energia das interpretações. O álbum é lançado em duas partes, sendo essa primeira composta por 11 faixas. A segunda parte está prevista para ser divulgada no meio de 2026.
Apesar das inovações e da integração de diferentes vertentes da música negra, “Bem black” enfrenta limitações no repertório, especialmente nas regravações. As versões apresentadas divergem das gravações originais, o que pode diminuir o impacto em relação às composições clássicas que as inspiraram.
O disco representa uma tentativa de Thiaguinho renovar o pagode mantendo suas conexões com o samba, ampliando o estilo ao incorporar ritmos da música black com que o artista dialoga em todo o álbum. Esse movimento sinaliza a busca por um novo balanço dentro do gênero, que valoriza suas raízes e suas influências diversas.
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Fonte: g1.globo.com
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