O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (9)

O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (9) que as empresas de petróleo vão negociar diretamente com os Estados Unidos, e não com a Venezuela, em razão de um novo acordo envolvendo o petróleo venezuelano. A declaração ocorreu durante uma reunião entre autoridades americanas e executivos de grandes petroleiras.
Segundo Trump, os EUA irão refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela. O acordo foi anunciado após a prisão de Nicolás Maduro em território venezuelano no último sábado (3), realizada por forças americanas.
O republicano informou que a Venezuela utilizaria a receita da venda para adquirir exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos. Em publicação na rede Truth Social, Trump mencionou que as compras incluirão produtos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e itens para aprimorar a rede elétrica e as instalações de energia da Venezuela.
O Departamento de Energia dos EUA confirmou que as vendas do petróleo venezuelano já começaram. Segundo o órgão, toda a receita obtida será inicialmente depositada em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos internacionalmente.
O departamento ressaltou que contará com o apoio financeiro de grandes empresas de comercialização de commodities e bancos importantes para viabilizar as transações. Ressaltou ainda que os recursos serão distribuídos de forma a garantir a “legitimidade e integridade”, beneficiando o povo americano e o venezuelano, conforme decisão do governo dos EUA.
As vendas do petróleo sob este acordo tiveram início imediato e devem continuar por tempo indeterminado, conforme informou o Departamento de Energia.
No dia anterior, Trump havia divulgado que os Estados Unidos refinariam e venderiam o petróleo bruto retido na Venezuela em razão de um bloqueio americano. Ele também anunciou ter fechado um acordo com a Venezuela para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo bruto para o mercado norte-americano.
Segundo Trump, esse movimento desviaria fornecimentos que fariam a rota da Venezuela para a China, além de ajudar o país sul-americano a evitar cortes mais profundos na produção.
Até o momento, o Departamento de Energia não forneceu detalhes sobre os cronogramas exatos das transações nem sobre os valores precisos envolvidos nos contratos com as empresas de petróleo.
A operação deve impactar as relações comerciais entre os Estados Unidos e a Venezuela, refletindo uma nova dinâmica após o episódio da detenção de Nicolás Maduro.
A iniciativa também busca garantir o controle americano sobre as receitas geradas pelas vendas do petróleo venezuelano, segundo as autoridades.
As negociações e o controle dos recursos pretendem estabelecer maior transparência e beneficiar as populações dos dois países, de acordo com o governo dos EUA.
A reportagem está em atualização.
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Palavras-chave: Donald Trump, petróleo venezuelano, Estados Unidos, acordo comercial, Nicolás Maduro, Departamento de Energia, exportação de petróleo, bloqueio econômico, Venezuela, mercado de energia.
Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com