O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou em 3,90% em 2025, indicando que o reajuste das aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para quem recebe acima do salário mínimo ficará abaixo da inflação oficial do país. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 4,26% no ano, mostrando um aumento maior nos preços ao consumidor.
O INPC é o índice utilizado como referência para a correção dos benefícios pagos aos segurados que recebem acima do piso nacional. Com o INPC ficando abaixo do IPCA, esse grupo deve enfrentar perda no poder de compra. A diferença entre os dois índices revela que o reajuste nas aposentadorias não compensará totalmente o aumento dos preços da economia medida pelo IPCA.
O reajuste oficial para esses beneficiários ainda precisa ser formalizado por meio da publicação de portaria no Diário Oficial da União (DOU) pelo governo federal. A data para essa publicação ainda não foi divulgada. Após a portaria, o índice será aplicado aos benefícios a partir de janeiro.
Em dezembro de 2025, o IPCA registrou alta de 0,33%, influenciando a evolução dos preços ao longo do ano. O índice é considerado a referência oficial para a meta de inflação do Banco Central. Já o INPC considera a variação de preços para famílias com menor renda, sendo o parâmetro para reajuste das aposentadorias acima do piso.
A diferença entre os índices mostra o desafio para os aposentados que dependem de benefícios corrigidos pelo INPC. Enquanto o IPCA reflete o aumento geral dos preços no país, o INPC mede especificamente os custos de consumo para certas faixas de renda, resultando em reajustes menores para os benefícios.
Essa situação pode impactar o poder aquisitivo dos beneficiários do INSS, que poderão ver suas aposentadorias e pensões perderem valor real frente à inflação oficial. A correção abaixo da inflação oficial já faz parte do cenário econômico dos últimos anos no Brasil.
Especialistas recomendam que os segurados considerem alternativas para complementar a renda na aposentadoria, como planos de previdência privada. Essas opções podem ajudar a mitigar os efeitos da correção restrita das aposentadorias diante da inflação.
A correção dos benefícios é fundamental para garantir o acesso dos aposentados e pensionistas a bens e serviços essenciais frente à variação dos preços. A diferença entre INPC e IPCA, no entanto, mostra uma perda gradual do poder de compra para quem dependem desses pagamentos.
A expectativa é que o governo mantenha a correção pelo INPC, conforme o que tem sido adotado nos últimos anos, mesmo diante da alta do IPCA. A confirmação virá com a publicação da portaria oficial, que detalhará o percentual e o calendário de pagamento.
Até então, os segurados devem acompanhar as informações oficiais e se preparar para o reajuste que terá impacto direto em sua renda mensal. A queda relativa do reajuste em relação à inflação oficialé um indicador relevante para o planejamento financeiro desse público.
Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

