Economia

As negociações de carteiras de crédito suspeitas de

As negociações de carteiras de crédito suspeitas de
  • Publishedjaneiro 9, 2026

As negociações de carteiras de crédito suspeitas de fraudes entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) podem ter causado prejuízo superior a R$ 4 bilhões ao banco público do Distrito Federal, conforme apuração da Polícia Federal (PF) e do Banco Central (BC). Os negócios irregulares ocorreram nos últimos anos e foram identificados durante investigações sobre as operações entre as duas instituições.

A Polícia Federal e o Banco Central descobriram que o Banco Master vendeu carteiras de crédito no valor total de R$ 12,2 bilhões ao BRB, com indícios de fraude em vários desses negócios. Após a fiscalização do Banco Central localizar as irregularidades, foi determinada a reversão dessas transações suspeitas. No entanto, nem todas as operações foram canceladas, o que resultou em prejuízos financeiros para o BRB.

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, afirmou que sua instituição não causou danos ao BRB com a venda das carteiras. Algumas das carteiras negociadas, porém, já foram confirmadas como fraudulentas por investigadores. Por sua vez, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, declarou ao STF que o banco conseguiu reverter a maior parte das operações, mas que ainda permanecem cerca de R$ 2 bilhões em valores não recuperados.

Apesar das versões divergentes, as autoridades da Polícia Federal e do Banco Central mantêm a estimativa de prejuízo superior a R$ 4 bilhões ao BRB. O caso está sob investigação em um inquérito atualmente em andamento no STF, conduzido pela Polícia Federal, que apura especificamente as negociações de carteiras de crédito falsas entre as instituições.

Além das fraudes nas operações financeiras, há também uma investigação preliminar sobre a contratação de influenciadores digitais para divulgar mensagens contra o Banco Central e a favor do Banco Master nas redes sociais. Segundo dados iniciais, os pagamentos feitos a influenciadores teriam chegado a cerca de R$ 2 milhões por pessoa. As autoridades buscam identificar quem efetuava esses contratos e financiava essas campanhas.

Outras possíveis irregularidades relacionadas ao caso poderão ser investigadas em inquérito separado, caso surjam novas evidências durante o processo. O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu uma inspeção no Banco Central relacionada ao episódio, monitorando os desdobramentos da situação.

O diagnóstico atual indica que o caso representa um impacto financeiro significativo para o Banco de Brasília, enquanto a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos continuam em curso no STF.

Palavras-chave relacionadas: Banco Master, Banco de Brasília, BRB, Polícia Federal, Banco Central, fraudes financeiras, carteiras de crédito, prejuízo financeiro, Supremo Tribunal Federal, Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa, influenciadores digitais, investigações, STF, TCU.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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