O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta

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O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (8) que a França votará contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. A decisão será apresentada na reunião dos embaixadores da UE, prevista para esta sexta-feira (9), em Bruxelas.

Macron justificou o posicionamento afirmando que o acordo não atende às demandas do setor agrícola francês, que teme prejuízos frente à concorrência de produtos sul-americanos. O presidente destacou que a França não aceitará acelerar o processo de aprovação do tratado.

O acordo entre a UE e o Mercosul prevê a redução progressiva de tarifas de importação e exportação, além de estabelecer regras para comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. As negociações duram mais de 25 anos.

Para o Brasil, principal economia do Mercosul, o tratado representa um aumento do acesso a um mercado com cerca de 451 milhões de consumidores e tem impacto em vários setores da indústria, além do agronegócio. O Itamaraty não comentou a declaração de Macron.

A França é o principal país europeu a se opor ao acordo. Outros membros da União Europeia, como Irlanda, Hungria e Polônia, também apresentam resistência, enquanto a Itália mantém uma posição indefinida, considerada decisiva para a aprovação final do texto.

No início de dezembro, o governo francês publicou uma suspensão temporária das importações de certos produtos agrícolas sul-americanos tratados com agrotóxicos proibidos na UE. Essa restrição tem validade de um ano e depende da aprovação da Comissão Europeia.

A lista de produtos suspensos inclui frutas como abacates, mangas, goiabas e cítricos, além de batatas, que não poderão entrar na UE caso apresentem resíduos de cinco fungicidas e herbicidas vetados, entre eles mancozeb e glufosinato.

Produtores rurais da França expressam preocupação com o impacto do acordo, alegando que os produtos latino-americanos podem ter custos menores e não estariam sujeitos às mesmas normas ambientais do bloco europeu.

A posição contrária da França dificulta a concretização do tratado, uma vez que a União Europeia precisa do consenso dos países-membros para avançar com a aprovação. O desfecho das negociações depende agora dos próximos encontros entre líderes europeus.

O acordo comercial, considerado historicamente complexo, representa um marco para as relações entre os dois blocos, mas ainda enfrenta obstáculos políticos e econômicos significativos no processo de ratificação.

Palavras-chave relacionadas: União Europeia, Mercosul, Emmanuel Macron, acordo comercial, França, Brasil, agricultura, importação, exportação, Comissão Europeia, barreiras tarifárias, agrotóxicos, negociações comerciais.

Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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