O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (8), cotado a

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (8), cotado a R$ 5,3906 às 9h02, com avanço de 0,14%, enquanto o Ibovespa inicia a sessão às 10h. O movimento acompanha uma agenda intensa de indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos, que influenciam o comportamento dos mercados.
No Brasil, investidores aguardam os dados da produção industrial referentes a novembro, com expectativa de crescimento de 0,2% no mês, mas queda de 0,1% no acumulado dos últimos 12 meses. Ainda em Brasília, cresce a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto de lei da dosimetria durante a solenidade dos três anos dos ataques de 8 de janeiro, evento que deve ocorrer com pouca participação da cúpula do Congresso e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos Estados Unidos, os investidores focam nos números de emprego com previsão de cerca de 210 mil solicitações de auxílio-desemprego. Também está na agenda americana o déficit comercial estimado em US$ 58,9 bilhões, dados que contribuem para compor o quadro do mercado de trabalho e comércio exterior do país.
O cenário internacional é marcado pela continuação da ofensiva dos EUA na Venezuela. O presidente Donald Trump afirmou que o governo americano deve manter o controle da extração de petróleo venezuelano por vários anos. Segundo ele, o governo interino da Venezuela, assumido por Delcy Rodríguez, concordou em fornecer entre 30 e 50 milhões de barris do produto de alta qualidade para os Estados Unidos. O Departamento de Energia americano confirmou que as vendas já começaram e devem continuar por tempo indeterminado.
Trump declarou que todo o faturamento proveniente das vendas será depositado em contas sob controle dos EUA, que garantirá o uso dos recursos “em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”. O petróleo será transportado diretamente para terminais nos Estados Unidos por navios de armazenamento. A oferta representa cerca de dois meses da produção atual da Venezuela. A declaração ocorre dias após operação militar americana que prendeu o ditador Nicolás Maduro.
Em Wall Street, os mercados fecharam de forma mista na quarta-feira. O índice Nasdaq Composite avançou 0,17%, enquanto S&P 500 e Dow Jones recuaram 0,34% e 0,96%, respectivamente, à medida que investidores reagiam aos dados de emprego e discursos de Trump.
Nas bolsas europeias, o índice STOXX 600 terminou com leve queda de 0,05%, enquanto DAX, em Frankfurt, subiu 0,92%. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,74%; em Paris, o CAC 40 recuou 0,04%; em Milão, o Ftse/Mib perdeu 0,43%; em Madri, o Ibex-35 caiu 0,29%; e em Lisboa, o PSI20 teve baixa de 0,41%. A desaceleração da inflação da zona do euro para 2% em dezembro, dentro da meta do Banco Central Europeu, influenciou o desempenho dos mercados.
As bolsas asiáticas tiveram desempenhos variados. Na China continental, índices mantiveram-se próximos aos maiores níveis em mais de uma década, sustentados por volumes de negociação elevados e expectativas de crescimento dos lucros. Em Hong Kong, o mercado teve queda após três dias de alta. No fechamento, os indicadores apresentaram variações entre queda e alta, entre eles Hang Seng caiu 0,94% e Nikkei registrou baixa de 1,06%, enquanto Kospi teve alta de 0,57%.
Na semana, o dólar acumula queda de 0,70%, enquanto o Ibovespa avança 0,92%. No acumulado do mês, o dólar recua 1,87% e o Ibovespa sobe 0,55%. No ano, o movimento permanece o mesmo nas duas frentes.
O andamento dos indicadores econômicos locais e internacionais, aliados à situação geopolítica envolvendo Venezuela e Estados Unidos, mantém os investidores atentos à volatilidade e às oportunidades nos mercados cambiais e de ações.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com