A Venezuela possui cerca de 17% das reservas

A Venezuela possui cerca de 17% das reservas mundiais de petróleo, totalizando mais de 300 bilhões de barris, mas produz menos que o Brasil, apesar do potencial. Em 3 de junho de 2023, o governo dos Estados Unidos anunciou a prisão do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, com planos de permitir que empresas americanas explorem o petróleo do país para ampliar a produção.

Segundo dados do Instituto de Energia, a produção venezuelana caiu de 3,7 milhões de barris diários em 1970 para 665 mil em 2021, com uma leve recuperação em 2024, porém abaixo de 1% da produção global. Em comparação, o Brasil produziu quase 3,8 milhões de barris por dia em novembro de 2025, conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Especialistas apontam três fatores principais para a baixa produção da Venezuela: a qualidade do petróleo, a infraestrutura precária e a falta de investimentos. O petróleo venezuelano é pesado, viscoso e contém altos níveis de enxofre e metais, tornando seu refino mais caro e complexo. Isso reduz a produção de derivados mais valorizados, como gasolina e diesel.

Em contrapartida, o petróleo brasileiro é mais leve, o que facilita o refino e permite a produção de combustíveis mais valorizados no mercado internacional. Além disso, o petróleo brasileiro emite menos dióxido de carbono, fator crescente no comércio global.

A infraestrutura do setor petrolífero venezuelano apresenta sérios desafios. Sanções internacionais, alta dívida e instabilidade política limitaram investimentos e deterioraram sistemas de extração, transporte e exportação. A estatal venezuelana PDVSA chegou a reduzir a produção por falta de mercados exportadores, impactada principalmente pelas sanções.

Atualmente, cerca de 43% das exportações venezuelanas vão para países asiáticos. Os Estados Unidos continuam compradores, mas em volumes reduzidos. Manter alta produção sem capacidade plena de exportação traria custos e riscos elevados, influenciando cortes feitos pela PDVSA.

A falta de investimento ao longo das últimas décadas também contribui para a queda na produção. A nacionalização do setor nos anos 2000 e a predominância da PDVSA afastaram empresas internacionais, levando à perda de profissionais técnicos especializados. Equipamentos envelheceram e a manutenção sofreu redução.

Durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, esses problemas se agravaram, segundo especialistas e reportagens, que mostraram instalações deterioradas em áreas importantes como o Lago Maracaibo.

Após a captura de Maduro, o governo dos EUA anunciou planos para que companhias americanas invistam bilhões de dólares na recuperação da indústria petrolífera venezuelana. Antes das sanções, refinarias na Costa do Golfo importavam cerca de 500 mil barris diários da Venezuela.

Especialistas alertam, no entanto, que a recuperação da produção deve levar anos e requer investimentos significativos. Atualmente, a Venezuela produz cerca de 1 milhão de barris por dia, número modesto dada a quantidade de reservas que possui.

Assim, a discrepância entre as enormes reservas de petróleo e a baixa produção reflete fatores técnicos, econômicos e políticos, que ainda precisam ser superados para que o país volte a explorar plenamente seu potencial energético.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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