O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump intensificou

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump intensificou seu interesse na Venezuela em 2024, buscando recuperar o controle sobre as reservas de petróleo do país, que detém cerca de 17% das reservas mundiais. A estratégia americana visa conter a influência da China no mercado energético da região e reforçar a presença dos EUA na geopolítica do petróleo na América Latina.
A produção venezuelana caiu para cerca de 800 mil barris diários após a estatização do setor petrolífero e a saída de empresas estrangeiras, como as americanas e britânicas, durante o governo chavista. O país, apesar das vastas reservas, não compete com grandes produtores como Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos em volume extraído.
Especialistas apontam que o movimento dos EUA na Venezuela deve alterar o cenário energético na América Latina. O economista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, destaca que outros países da região, como Argentina, Bolívia, Guiana, Colômbia e Chile, passam por transformações políticas que favorecem o mercado privado e a retomada dos investimentos no setor de petróleo e gás.
No Brasil, a Petrobras enfrenta desafios diante de uma nova dinâmica na exploração petrolífera regional. A companhia está autorizada a iniciar estudos em blocos na margem equatorial brasileira, mas deve disputar investimentos com empresas que retornam à Venezuela após anos de afastamento. Essa concorrência reforça a pressão sobre a estatal brasileira.
Apesar da possível redução das receitas em algumas áreas, a mudança política na Venezuela pode favorecer o aumento das exportações brasileiras para a China. Atualmente, cerca de 80% do petróleo venezuelano é vendido para Pequim a preços inferiores aos do mercado internacional. O Brasil, por sua vez, está em crescimento na produção, projetando ultrapassar 5 milhões de barris por dia em 2027, com participação crescente de empresas chinesas no setor.
Adriano Pires ressalta que o principal objetivo da intervenção americana é limitar o acesso chinês ao petróleo venezuelano e estabelecer os EUA como um ator chave no controle das reservas globais. Com isso, Donald Trump busca criar uma espécie de bloco influente, semelhante à OPEP, em que os Estados Unidos possam definir níveis de produção e preços no mercado internacional.
Essa movimentação representa uma nova etapa na disputa geopolítica do petróleo, colocando os EUA em posição de maior poder na América Latina e ameaçando a expansão chinesa no setor energético da região. A questão ainda deve influenciar temas políticos e econômicos nos países envolvidos nos próximos anos.
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Fonte: g1.globo.com
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