O dólar abriu em baixa nesta quarta-feira (7), operando a

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O dólar abriu em baixa nesta quarta-feira (7), operando a R$ 5,3720 às 9h, com recuo de 0,07%, enquanto os investidores aguardam dados de emprego nos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começou suas negociações às 10h em um cenário de cautela diante da agenda econômica externa mais movimentada e poucos indicadores domésticos.

Nos Estados Unidos, o mercado observa o relatório ADP referente ao setor privado, que espera a criação de 47 mil vagas em dezembro, após uma perda de 32 mil no mês anterior. Ainda hoje, serão divulgados os dados da pesquisa JOLTS de vagas abertas para novembro, estimados em 7,6 milhões. Esses números antecipa o relatório oficial de empregos (payroll) previsto para sexta-feira (9), que pode influenciar as decisões do Federal Reserve sobre a política de juros.

A expectativa no mercado americano inclui a possibilidade de dois cortes nas taxas de juros ao longo de 2024, aumentando a atenção sobre os indicadores de emprego. Enquanto isso, no cenário externo, acontecem repercussões da ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela. Segundo declaração de Donald Trump, autoridades interinas venezuelanas devem fornecer entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade e sancionado” aos EUA.

No Brasil, a agenda é mais tranquila, com destaque para os dados semanais do fluxo cambial. Na terça-feira (6), foi divulgado que o país encerrou 2025 com superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial, terceiro maior resultado anual já registrado. A expectativa para este ano é de saldo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

A volatilidade no mercado tem relação com a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, feita pelos Estados Unidos, que gerou instabilidade desde sexta-feira (5) e deve manter o clima de incerteza. Trump afirmou que os EUA controlarão o petróleo venezuelano e enviarão empresas americanas para reconstruir a infraestrutura do setor energético do país. Ele ressaltou que o conflito é contra traficantes, não contra a Venezuela diretamente.

Autoridades dos dois países já discutem a exportação do petróleo bruto venezuelano para os Estados Unidos, com informações de agentes da indústria e transporte marítimo. O acordo pode redirecionar embarques que antes eram destinados à China.

Nas bolsas, Wall Street registrou alta na terça-feira, com o S&P 500 subindo 0,62%, o Nasdaq avançando 0,61% e o Dow Jones ganhando 1,02%, aproximando-se da marca histórica de 50 mil pontos. As ações do setor petrolífero recuaram após ganhos da sessão anterior, enquanto papéis ligados à tecnologia e inteligência artificial tiveram valorização significativa.

O CEO da Nvidia destacou avanços em processadores para IA na Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, impulsionando a alta das ações de empresas como SanDisk, Western Digital, Seagate e Micron. A farmacêutica Moderna também teve alta após elevação do preço-alvo pelo BofA Global Research.

Nas bolsas europeias, os principais índices fecharam em alta, renovando recordes e mantendo otimismo sobre a economia regional. O Stoxx 600 superou 600 pontos pela primeira vez na sessão anterior e fechou em 0,63% de alta. FTSE 100, DAX e CAC 40 também apresentaram ganhos.

Na Ásia, os mercados encerraram em alta, impulsionados por ações chinesas que atingiram níveis máximos em mais de uma década. Os índices de Xangai, Hong Kong, Tóquio, Seul, Taiwan e Cingapura avançaram, acompanhando a valorização dos metais e o otimismo prévio ao Ano Novo Lunar.

O mercado cambial brasileiro acompanha a volatilidade global e os indicadores econômicos internacionais como fatores determinantes para as variações do dólar e do Ibovespa, que apresentam movimentos moderados nesta sessão. A atenção para os dados de emprego nos EUA e os desdobramentos geopolíticos relacionados à Venezuela seguem no centro das negociações.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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