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A atriz francesa Brigitte Bardot morreu aos 91

A atriz francesa Brigitte Bardot morreu aos 91
  • Publishedjaneiro 7, 2026

A atriz francesa Brigitte Bardot morreu aos 91 anos em 28 de dezembro de 2025, em sua casa em Saint-Tropez, no sul da França, devido a um câncer, conforme informou seu viúvo Bernard d’Ormale à revista Paris Match. Bardot havia sido hospitalizada em outubro para uma cirurgia relacionada à doença, mas recebeu alta no mesmo mês.

Segundo Bernard d’Ormale, Bardot passou por duas cirurgias contra o câncer e lidou bem com os procedimentos antes de sucumbir à doença no fim do ano passado. Nos últimos meses, a atriz demonstrou cansaço diante do sofrimento físico, chegando a manifestar o desejo de “ir embora”, disse o viúvo à publicação antes do funeral realizado em 7 de janeiro de 2026.

A cerimônia pública reuniu admiradores em Saint-Tropez, onde um telão com a imagem da atriz e a inscrição “Merci Brigitte” foi instalado próximo à prefeitura, marcando a homenagem à sua trajetória.

Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, Bardot se iniciou como modelo ainda adolescente e saltou para o cinema nos anos 1950. Seu papel em “E Deus Criou a Mulher” (1956), dirigido por Roger Vadim, seu então marido, a projetou internacionalmente como símbolo de sensualidade e liberdade, influenciando a cultura pop da década seguinte.

A cena em que dança mambo descalça e com a saia aberta, considerada escandalosa na época, provocou censura nos Estados Unidos, mas consolidou Bardot como uma das maiores figuras do cinema francês. Sua imagem, marcada pelo cabelo loiro platinado e maquiagem característica, tornou-se referência estética mundial.

Ao longo de sua carreira, Bardot atuou em cerca de 50 filmes e também trabalhou como cantora e modelo. Entre suas participações mais importantes, destacam-se os clássicos “A Verdade” (1960), dirigido por Henri-Georges Clouzot, e “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard. Além disso, estreou em produções como “Viva Maria!” (1965), de Louis Malle, e “As Petroleiras” (1971), consolidando sua presença no cinema europeu.

Frequente fonte de disputas públicas, Bardot também se destacou como ativista pelos direitos dos animais nas últimas décadas de sua vida, afastando-se progressivamente da carreira artística. Seu legado cultural e ativista tem sido alvo de debates na França, entre homenagens e controvérsias.

O presidente francês Emmanuel Macron declarou que Bardot “personificava a vida de liberdade”, reforçando a importância da atriz na cultura francesa, apesar das discussões em torno de suas posições públicas.

Bardot deixa um legado complexo que envolve cinema, moda, comportamento e ativismo. A França ainda discute as formas oficiais de reconhecer sua contribuição para a cultura e sociedade do país.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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