O governo interino da Venezuela concordou em entregar

O governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, informou o presidente Donald Trump nesta terça-feira (6) por meio de uma rede social. A negociação ocorre após uma operação militar americana na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
Trump afirmou que o petróleo será vendido a preço de mercado e que os recursos obtidos serão direcionados para beneficiar o povo venezuelano e os Estados Unidos. Segundo ele, o transporte do petróleo será realizado por navios de armazenamento, com descarga direta em terminais americanos.
Essa quantidade de petróleo equivale a cerca de dois meses da produção atual da Venezuela. O acordo vem depois que a agência Reuters reportou negociações entre autoridades dos dois países para exportar petróleo bruto venezuelano às refinarias dos EUA, redirecionando embarques antes destinados à China.
Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques devido a um embargo imposto pelos EUA, que bloqueia suas exportações. Esse bloqueio faz parte da pressão americana que contribuiu para a queda de Maduro.
No sábado passado, logo após a prisão de Maduro, Trump declarou a intenção de abrir o setor petrolífero venezuelano para grandes companhias americanas. Ele afirmou que essas empresas operarão no país, investindo para recuperar a infraestrutura e aumentar a produção.
As refinarias americanas na Costa do Golfo possuem capacidade para processar o petróleo pesado venezuelano. Antes das sanções, os EUA importavam cerca de 500 mil barris por dia desse tipo de petróleo. Atualmente, a Venezuela produz cerca de 1 milhão de barris por dia, uma queda significativa frente ao seu potencial.
Especialistas apontam que o aumento da produção venezuelana depende de investimentos substanciais e recuperação da infraestrutura, o que pode levar anos. O país detém as maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris, segundo dados da Energy Information Administration (EIA).
Apesar dessa reserva, grande parte do petróleo venezuelano é extrapesado, exigindo tecnologia avançada para extração. A produção sofreu queda acentuada nas últimas décadas, passando de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para cerca de 665 mil em 2021, com recuperação para 1 milhão de barris no ano passado.
O acordo de fornecimento e a possível abertura do setor petrolífero venezuelano para empresas americanas refletem o interesse dos EUA em controlar parte da produção e explorar as reservas do país. A operação militar recente e o embargo integrado a essa estratégia visam mudar a dinâmica política e econômica da Venezuela.
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Fonte: g1.globo.com
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