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O dólar abriu em alta nesta terça-feira (6), cotado a R$ 5,4122 por volta das 9h, com alta de 0,13%, em meio a tensões políticas na Venezuela e à expectativa por dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa Brasileira, iniciou suas operações às 10h, reagindo ao cenário internacional e local.
Os mercados estão atentos aos desdobramentos da prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, que tem gerado incertezas geopolíticas e influenciado o preço do petróleo. O petróleo teve avanços moderados após o impacto inicial da operação americana, com investidores avaliando que a produção venezuelana deve permanecer limitada no curto prazo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Venezuela não deverá realizar eleições nos próximos 30 dias e indicou a possibilidade de o governo americano subsidiar companhias de energia para reconstruir a infraestrutura petrolífera do país sul-americano. Trump também declarou que os governos venezuelanos anteriores teriam apropriado a força a indústria petrolífera construída com capital e mão de obra americanos.
Analistas destacam que o principal ponto de preocupação do mercado é a possível mudança nos fluxos de petróleo da Venezuela em decorrência das ações dos EUA. Em consequência desse cenário, commodities como ouro, prata e títulos de dívida venezuelanos apresentaram alta.
No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulga na tarde desta terça os dados da balança comercial de dezembro, que refletem o comportamento das exportações e importações no fechamento de 2025. O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin participará de coletiva para comentar os resultados.
No âmbito internacional, a divulgação do índice PMI de dezembro nos EUA e o discurso de Tom Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond, sobre as projeções econômicas para 2026, despertam interesse dos investidores.
O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central, apresenta as primeiras projeções do mercado financeiro para 2026, indicando expectativa de queda dos juros, manutenção da inflação dentro da meta e crescimento econômico moderado. A previsão para o PIB em 2025 permanece em 2,26% e para 2026 em 1,80%. A inflação estimada para 2025 é de 4,31%, com pequenas variações previstas para os anos seguintes.
No câmbio, economistas preveem que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% em 2025, influenciada pelos juros elevados no Brasil e pelo ambiente econômico global.
Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street abriram em alta na segunda-feira (5), impulsionados pela recuperação das ações de tecnologia e pelo desempenho das empresas do setor petrolífero após a prisão de Maduro. O Dow Jones subiu 0,19%, o S&P 500 avançou 0,49% e a Nasdaq Composite teve alta de 0,92%.
Na Europa, os mercados fecharam em alta com valorização dos papéis do setor de defesa, impulsionada pela perspectiva de aumento nos orçamentos militares decorrente das tensões geopolíticas. O índice pan-europeu STOXX 600 atingiu 601,76 pontos, passando pela primeira vez da marca dos 600 pontos.
As bolsas asiáticas também registraram fortes ganhos, lideradas pelo setor de defesa e pelas ações de tecnologia. O Nikkei, em Tóquio, subiu 2,97%, o Kospi, na Coreia do Sul, avançou 3,43%, registrando recorde histórico, e o Taiex, em Taiwan, cresceu 2,57%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng ficou praticamente estável, enquanto os índices em Xangai e Shenzhen tiveram altas acima de 1%.
O comportamento do dólar e das bolsas internacionais reflete a influência direta das tensões políticas na Venezuela, as expectativas em torno dos dados econômicos e as decisões de política monetária que poderão impactar o cenário global em 2026.
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Fonte: g1.globo.com
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