A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de realizar uma inspeção no Banco Central sobre a liquidação do Banco Master pode atrasar o pagamento a credores, incluindo cerca de 1,6 milhão de investidores com CDBs de até R$ 250 mil, segundo especialistas do sistema financeiro. O despacho do ministro Jhonatan de Jesus, divulgado nesta segunda-feira (5), aponta para a adoção de medidas cautelares que podem impedir o uso dos ativos do banco para cobrir dívidas.
O ministro destacou a necessidade de preservar a “massa liquidanda” do Banco Master para evitar atos considerados “potencialmente irreversíveis”. Na prática, essa orientação restringe o avanço do processo de liquidação e o ressarcimento dos investidores.
Profissionais do mercado financeiro avaliam que a decisão pode paralisar o trabalho do liquidante e aumentar a insegurança jurídica em torno do caso. A medida também é vista como um obstáculo para as ações que buscam restituir os valores aos credores afetados pela liquidação.
Nesta segunda-feira, 11 entidades representativas do sistema financeiro publicaram uma nota expressando preocupação com a decisão do TCU. O documento defende a atuação do Banco Central como órgão técnico e com autoridade para conduzir processos de liquidação de instituições financeiras.
As entidades afirmam que a inspeção e os termos do despacho refletem um questionamento à capacidade técnica do Banco Central, o que, segundo elas, pode prejudicar a estabilidade do sistema financeiro nacional. A carta reforça o apoio ao Banco Central e ressalta a importância da sua autonomia para garantir a segurança no mercado financeiro.
Especialistas afirmam que atrasos na liquidação do Banco Master podem afetar diretamente os credores, incluindo investidores com valores garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC cobre aplicações de até R$ 250 mil, o que corresponde à maioria dos CDBs emitidos pela instituição.
A liquidação do Banco Master foi determinada pelo Banco Central após constatações de irregularidades e dificuldades financeiras. O processo busca assegurar que os credores possam recuperar parte dos investimentos, conforme a capacidade de pagamento da massa falida.
Ainda não há previsão oficial para o término da inspeção do TCU ou para a retomada completa do processo de liquidação. A expectativa no mercado é que a conclusão da análise possa definir novos passos para o pagamento aos credores.
O atraso na liquidação reforça a necessidade de coordenação entre órgãos reguladores e de controle para assegurar a transparência e a celeridade no tratamento de instituições financeiras em crise. A resposta dos órgãos competentes continuará sendo acompanhada pelos investidores e pelo mercado.
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Fonte: g1.globo.com
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