Economia

Os títulos da dívida da Venezuela registraram alta

Os títulos da dívida da Venezuela registraram alta
  • Publishedjaneiro 5, 2026

Os títulos da dívida da Venezuela registraram alta significativa nesta segunda-feira (5), após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos no último sábado em Caracas. A operação resultou na detenção de Maduro e sua transferência para os EUA, o que levou investidores a apostarem em uma possível mudança política no país e em uma renegociação das dívidas venezuelanas.

Investidores reagiram comprando os papéis emitidos pelo governo venezuelano e pela estatal petrolífera PDVSA, na expectativa de que um novo governo tente reestruturar os compromissos financeiros. Renegociações desse tipo costumam ocorrer quando países enfrentam dificuldades para pagar suas dívidas e buscam estender prazos ou reduzir valores devidos.

Os títulos da dívida da Venezuela chegaram a subir cerca de 20% em um único dia, com alta de até 8 centavos de dólar nos preços no início do pregão europeu. Segundo analistas, ainda há espaço para novas valorizações. Relatório do banco JPMorgan indicou que os papéis quase dobraram de preço em 2025 e que poderiam registrar ganhos adicionais.

O país está em situação de default desde 2017, quando deixou de pagar seus compromissos financeiros no prazo acordado. Desde então, seus títulos vinham sendo negociados a preços baixos devido ao risco de calote, embora tenham apresentado o melhor desempenho global em 2023, com alta próxima de 100%. Esse movimento refletiu a pressão política e militar dos EUA sobre o governo Maduro.

Com a valorização desta segunda-feira, o título venezuelano com vencimento em 2031 passou a ser negociado por volta de 40 centavos de dólar. Outros papéis variaram entre 35 e 38 centavos, enquanto a dívida da PDVSA subiu mais de 6 centavos, chegando a quase 30 centavos.

O valor original dos títulos em default emitidos pelo governo e pela PDVSA soma cerca de US$ 60 bilhões. Considerando outras obrigações externas, como dívidas adicionais da PDVSA, empréstimos diretos de outros países e indenizações determinadas por tribunais internacionais, o passivo total da Venezuela pode chegar a um montante entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões.

A captura de Maduro e o consequente impacto nos mercados financeiros indicam um interesse do mercado na possibilidade de alteração do cenário político e econômico na Venezuela. Essa mudança poderia abrir caminho para acordos que reduzam o endividamento e permitam a retomada do acesso a recursos internacionais.

*Com informações da agência Reuters.*

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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