Economia

Os preços do ouro e da prata subiram nos mercados

Os preços do ouro e da prata subiram nos mercados
  • Publishedjaneiro 5, 2026

Os preços do ouro e da prata subiram nos mercados internacionais nesta segunda-feira (5), após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças dos Estados Unidos. A instabilidade política no país sul-americano motivou investidores a procurarem metais preciosos como proteção contra a incerteza.

Por volta das 10h25 (horário de Brasília), o ouro avançava 2,03%, cotado a US$ 1.847 por onça, alcançando o maior valor em cerca de uma semana. A prata teve valorização ainda mais expressiva, com alta de 5,45%, atingindo o preço recorde de US$ 24,8 por onça.

Em momentos de tensão geopolítica, investidores buscam ativos considerados reservas de valor para reduzir riscos. O ouro e a prata são frequentemente utilizados para esse fim, principalmente quando as taxas de juros estão baixas, o que torna os retornos de outros investimentos menos atraentes.

Stephen Innes, da SPI Asset Management, explicou que os investidores desejam proteção garantida em períodos de instabilidade, ressaltando que o movimento não se trata de euforia, mas de busca por segurança.

Além dos metais preciosos, outros recursos naturais como o cobre são impactados pelo aumento do risco geopolítico, devido à sua importância para a segurança energética e industrial mundial.

No mercado de petróleo, os preços mostraram volatilidade e oscilaram próximo da estabilidade. Após o anúncio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a intenção de abrir o setor petrolífero venezuelano para grandes empresas americanas, o preço do petróleo Brent caiu cerca de 1% nas primeiras horas da manhã, chegando a US$ 60 o barril, mas subiu levemente para US$ 60,83 por volta das 8h.

O petróleo americano (WTI) também recuou cerca de 1%, sendo vendido perto de US$ 56 por barril, e apresentou uma leve alta às 8h, cotado a US$ 57,49.

Neste domingo (4), Delcy Rodríguez, presidente em exercício da Venezuela, divulgou uma carta aberta ao presidente americano, Donald Trump, propondo diálogo, o fim das hostilidades e uma agenda de colaboração, em resposta à captura de Nicolás Maduro.

Analistas consultados pela agência France Presse afirmam que a situação pode reduzir o risco de bloqueio prolongado das exportações petrolíferas venezuelanas. Bjarne Schieldrop, do banco SEB, avaliou que essa medida diminui a possibilidade de interrupções duradouras nas vendas de petróleo do país.

A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo, mas sua produção atual é baixa, em torno de um milhão de barris por dia, limitando por enquanto o impacto no mercado global.

As movimentações nos preços do ouro, prata e petróleo refletem a resposta dos investidores ao cenário político e econômico provocado pela operação militar norte-americana e seus desdobramentos na Venezuela.

*Com informações das agências Reuters, France Presse e Associated Press.*

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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