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Os Estados Unidos atacaram Caracas e capturaram o

Os Estados Unidos atacaram Caracas e capturaram o
  • Publishedjaneiro 5, 2026

Os Estados Unidos atacaram Caracas e capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro em 2025, movimentações que refletem o interesse americano nas reservas de petróleo da Venezuela. O governo dos EUA pretende administrar o país temporariamente para garantir uma “transição segura” e permitir que suas grandes empresas petrolíferas invistam na recuperação da infraestrutura do setor.

A economia venezuelana depende quase exclusivamente do petróleo, que responde por cerca de 90% das receitas de exportação do país. Mesmo com as maiores reservas conhecidas do mundo — mais de 300 bilhões de barris, à frente da Arábia Saudita —, a produção venezuelana caiu mais de 70% desde a década de 1990, atualmente representando menos de 1% da produção mundial.

O declínio da indústria remonta aos governos de Hugo Chávez, cuja política de nacionalização e interferência estatal levou à corrupção na PDVSA, a empresa estatal de petróleo, e à retirada de investimentos estrangeiros. A situação piorou com acidentes em oleodutos e refinarias, além das sanções dos EUA intensificadas a partir de 2017, que afetaram a capacidade de produção do país.

Atualmente, a produção se estabilizou em aproximadamente 1 milhão de barris por dia, parcialmente graças a licenças concedidas pelos EUA para algumas empresas estrangeiras operarem no país. A Chevron, por exemplo, voltou a atuar em 2022 sob condições restritas, com o objetivo de aliviar pressões no mercado internacional de petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O ex-presidente Donald Trump declarou que pretende que grandes petroleiras americanas, como Chevron, ExxonMobil e ConocoPhillips, retomem suas operações na Venezuela. Essas empresas tiveram ativos expropriados por Chávez no início dos anos 2000 e ganharam indenizações internacionais, nunca pagas pelo governo venezuelano. Trump classificou a situação como um dos maiores roubos de propriedade americana.

Embora os Estados Unidos sejam o maior produtor mundial de petróleo, grande parte do que produzem é petróleo bruto leve. As refinarias americanas, especialmente as da costa do Golfo do México, são configuradas para processar petróleo pesado e viscoso, como o extraído na Venezuela. Isso obriga os EUA a importar petróleo pesado do Canadá e do México para manter a eficiência das refinarias.

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo bruto pesado no mundo, tornando seu petróleo um recurso valioso para as refinarias americanas. A possibilidade de acesso a essas reservas é vista como estratégica para as companhias petrolíferas e para a segurança energética dos Estados Unidos.

No entanto, a retomada da exportação de petróleo venezuelano enfrenta obstáculos legais e operacionais. A presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez propôs uma agenda conjunta de cooperação com os EUA, mas não está claro se haverá uma efetiva colaboração. A infraestrutura petrolífera do país está degradada e demanda investimentos significativos para voltar à capacidade anterior.

Além disso, o cenário global do petróleo apresenta desafios. Os preços caíram no último ano e projeções indicam nova queda em 2026 devido ao excedente de produção. A entrada de mais petróleo venezuelano no mercado pode contribuir para a saturação global, impactando os preços e a viabilidade econômica das operações.

No âmbito internacional, a China mantém uma joint venture com a PDVSA e é um dos principais destinos do petróleo venezuelano. Apesar da ausência significativa dos EUA nos últimos anos, Pequim não ampliou substancialmente sua presença no setor petrolífero venezuelano. O governo chinês criticou a captura de Maduro pelos EUA, classificando-a como uma violação da soberania venezuelana.

Em resumo, o interesse dos EUA no petróleo venezuelano está ligado às reservas pesadas e ao perfil das refinarias americanas, além das questões políticas e econômicas internas da Venezuela. Contudo, a complexidade legal, a situação da infraestrutura e o cenário global incerto podem limitar a rapidez e a extensão dessa operação.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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