Entenda o que faz o preço do dólar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar inicia a sessão desta segunda-feira (5) em leve alta, avançando 0,12% às 9h01, aos R$ 5,4305. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
A primeira sessão da semana começa com os investidores atentos aos desdobramentos da crise na Venezuela e às projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central. Além disso, mudanças na composição do Ibovespa também entram no radar.
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▶️ O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, domina as atenções. Maduro deve comparecer a uma audiência em Nova York ainda hoje.
▶️ Enquanto isso, os preços do petróleo seguem voláteis e próximos da estabilidade. Já o ouro dispara mais de 2%, e os bonds venezuelanos sobem com força, refletindo expectativas de reestruturação da dívida do país.
▶️ No Brasil, o boletim Focus trouxe as primeiras projeções do ano: economistas estimam queda nos juros, crescimento mais lento do PIB, inflação dentro da meta e câmbio estável. A previsão para 2025 recuou para 4,31%, enquanto para 2026 subiu levemente para 4,06%.
▶️ Na bolsa, o Ibovespa iniciou 2026 em baixa, após ter acumulado alta de quase 34% no ano passado, seu melhor desempenho em nove anos. A nova carteira do índice passa a incluir as ações da Copasa (CSMG3) e retira os papéis da CVC Brasil (CVCB3), conforme a última prévia divulgada.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -2,16%;
Acumulado do mês: +1,18%;
Acumulado do ano: -1,18%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: -0,22%;
Acumulado do mês: -0,36%;
Acumulado do ano: -0,36%.
Bolsas globais
Em 2025, o índice MSCI World, que reúne ações de grandes mercados, subiu mais de 20%, no melhor desempenho desde 2019. Para 2026, analistas projetam crescimento dos lucros das empresas em torno de 12%.
Com vários mercados ainda operando em ritmo lento por causa dos feriados — Japão e China, por exemplo, permaneceram fechados —, o volume de negociações foi baixo. Ainda assim, as bolsas globais começaram 2026 em alta.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones interrompeu uma sequência de quatro dias de perdas e fechou em alta de 0,67% nesta sexta-feira (2), aos 48.383,22 pontos. O S&P 500 também registrou um avanço de 0,18%, aos 6.858,02 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,02%, aos 23.236,69 pontos.
O mercado norte-americano encerrou 2025 com perda de fôlego, especialmente no setor de tecnologia, que passa por revisões de projeções dos analistas. Para este ano, o foco segue claro: juros, política monetária e o impacto das decisões do governo Trump.
Na Europa, o clima foi mais animado. O índice STOXX 600 subiu 0,7%, para 596,14 pontos, ficando a apenas quatro pontos da marca simbólica de 600, com o retorno dos investidores após as celebrações de Ano Novo. O indicador também registrou a terceira semana consecutiva de ganhos.
O índice encerrou 2025 com o melhor desempenho desde 2021, apoiado pela queda das taxas de juros, por estímulos fiscais na Alemanha e por uma rotação de investimentos, com a migração de recursos das ações de tecnologia dos EUA — consideradas caras — para outros mercados.
Setores ligados à defesa, bancos, energia e commodities lideraram os ganhos. Já o setor imobiliário ficou para trás. Mesmo com sinais de enfraquecimento da indústria na zona do euro, investidores seguem apostando que o continente pode atravessar 2026 em situação mais estável.
Na Ásia, o destaque ficou com Hong Kong. O índice Hang Seng subiu forte e atingiu o maior nível em cerca de um mês e meio, embalado pelo otimismo renovado com o setor de inteligência artificial da China.
A divulgação de novas tecnologias mais baratas para o desenvolvimento de IA reacendeu o interesse dos investidores. Além disso, a estreia forte de uma empresa chinesa de chips de IA na bolsa reforçou a percepção de que o setor pode ser um dos principais motores do mercado em 2026.
Outros mercados asiáticos, como Taiwan, Coreia do Sul e Singapura, também alcançaram recordes. Já Japão e China continental permaneceram fechados e só voltam a operar nos próximos dias.
🪙 Ouro segue como porto seguro
Os metais preciosos continuam em alta. O ouro subiu mais de 1% no primeiro pregão do ano, ampliando um movimento histórico: em 2025, o metal registrou a maior valorização em 46 anos. Prata e platina também tiveram os maiores ganhos de sua história.
Esse movimento reflete a busca por proteção diante da fraqueza do dólar, das tensões geopolíticas e da expectativa de juros mais baixos nos EUA. Bancos centrais e grandes investidores seguem ampliando suas posições em ouro.
Já o petróleo iniciou 2026 tentando se recuperar após um ano difícil. Em 2025, os preços registraram a maior queda anual desde 2020.
No primeiro dia útil do ano, o Brent e o petróleo americano oscilaram pouco, com leves altas ou quedas, em meio a dúvidas sobre o crescimento global e a demanda por energia.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com