A crise global na oferta de chips de memória RAM

A crise global na oferta de chips de memória RAM pode elevar os preços de celulares, notebooks, carros e outros produtos eletrônicos no Brasil a partir de 2026, segundo o CEO da Samsung, TM Roh. A demanda crescente por componentes usados em inteligência artificial (IA) e grandes data centers tem reduzido a disponibilidade dessas memórias, pressionando o custo de produção.
A memória RAM é essencial para o funcionamento temporário de dados em dispositivos eletrônicos, influenciando diretamente o desempenho. Com a escassez, fabricantes enfrentam dificuldades para adquirir esses chips, o que deve refletir nos custos e configurações dos produtos oferecidos ao consumidor.
Especialistas apontam dois possíveis efeitos dessa escassez: o aumento nos preços dos dispositivos ou a redução na quantidade de memória oferecida, mantendo preços semelhantes aos atuais. No Brasil, a situação se agrava devido a fatores como câmbio desfavorável, impostos e custos logísticos, que encarecem ainda mais os componentes.
De acordo com pesquisa realizada pelo g1, o valor de uma memória RAM DDR4 de 16 GB da linha Corsair Vengeance RGB Pro saltou de R$ 650 em novembro para R$ 1.599 em dezembro, uma alta de aproximadamente 146%. Esse exemplo ilustra o impacto direto do desabastecimento no preço final do produto.
Paulo Vizaco, diretor da Kingston no Brasil, afirma que muitas empresas passaram a focar na produção de memórias mais avançadas, utilizadas em data centers dedicados à IA, devido à maior lucratividade desses componentes. A fabricação de modelos mais antigos diminuiu, reduzindo os estoques disponíveis para o mercado tradicional.
Mauricio Helfer, diretor da Dell no Brasil e membro da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), destacou que setores como tecnologia e automotivo tendem a sentir os efeitos da crise principalmente a partir de 2026. Ele ressalta que, diferentemente do passado, a escassez atual não é pontual nem restrita a falhas de produção, mas sim influenciada pela expansão da inteligência artificial.
Para o mercado brasileiro, especialistas alertam que a combinação entre a falta de chips e os fatores internos do país deve tornar os reajustes de preços mais agressivos. Márcio Andrey Teixeira, professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e membro do IEEE, destaca que o consumidor brasileiro pode enfrentar impactos financeiros superiores aos observados em outras regiões.
A SK Hynix, fabricante sul-coreana de chips, sinalizou que a escassez pode durar até o final de 2027, segundo informação divulgada à Reuters. Além dos aumentos de custos, a crise pode atrasar projetos futuros, como a construção e expansão de data centers, que são essenciais para o avanço da tecnologia de IA globalmente.
O futuro do setor ainda é incerto. Segundo Paulo Vizaco, o ritmo acelerado da demanda provocado pelo crescimento da IA exige monitoramento constante do mercado. Empresas como a Kingston buscam estratégias para minimizar os impactos e garantir o abastecimento no Brasil durante esse período de instabilidade.
A memória RAM, indispensável para o desempenho de dispositivos, está presente em eletrônicos variados, incluindo smart TVs, tablets, consoles de videogame, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros e impressoras. O aumento na demanda por esses componentes vem acompanhado do consumo elevado de energia pelos data centers de IA, que pode equivaler ao gasto de milhões de residências.
Em resumo, a crise da memória RAM representa um desafio global que afeta a produção e o preço de diversos eletrônicos no Brasil. A combinação de fatores externos e internos deve contribuir para aumentos nos preços e mudanças nas configurações dos produtos, impactando o consumidor nos próximos anos.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com