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A Comissão Europeia informou nesta segunda-feira (5) que

A Comissão Europeia informou nesta segunda-feira (5) que
  • Publishedjaneiro 5, 2026

A Comissão Europeia informou nesta segunda-feira (5) que avançou nas negociações para aprovar o acordo comercial com os países do Mercosul, composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e que a assinatura deve ocorrer em breve. As conversas são parte do esforço para criar a maior zona de livre comércio do mundo, mas ainda não há confirmação da data exata para o fechamento do tratado.

A União Europeia vinha planejando assinar o acordo em dezembro de 2025, mas o prazo foi adiado para janeiro devido a exigências da França e da Itália por maior proteção ao setor agrícola. A França resiste ao acordo sem novas salvaguardas para seus agricultores, e a Itália condiciona seu apoio à resposta a preocupações similares do setor agrícola italiano.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que seu país não aceitará o pacto sem ajustes que atendam aos interesses dos agricultores franceses, destacando que “as contas não fecham” para esses representantes. Ele se posiciona contra qualquer tentativa de forçar a aprovação do acordo.

Por sua vez, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, declarou que Roma está disposta a assinar o acordo assim que os agricultores italianos receberem as garantias necessárias, afirmando que essa questão pode ser resolvida rapidamente pelas autoridades europeias.

Enquanto isso, Alemanha e Espanha apoiam o avanço do acordo, destacando sua importância para a política comercial da União Europeia e sua contribuição para diversificar mercados e fontes de minerais, reduzindo a dependência da China e compensando tarifas impostas pelos Estados Unidos. O chanceler alemão, Friedrich Merz, enfatizou a necessidade de decisões imediatas para manter a credibilidade do bloco no comércio global.

O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de estabelecer regras comuns para o comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Ele abrange também os setores de indústria, serviços e propriedade intelectual, o que amplia o suporte além do agronegócio.

A aprovação final depende do aval do Conselho Europeu, que exige maioria dos países membros e da população europeia, tornando essa fase sensível politicamente. A resistência concentra-se especialmente no agronegócio, com receios de concorrência de produtos latino-americanos mais baratos e com padrões ambientais diferentes dos europeus.

No Brasil, o governo mantém otimismo e a expectativa de que os entraves serão superados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a oposição da Itália resulta da pressão de agricultores locais, mas acredita que o país aderirá ao acordo em breve.

Com a negociação em estágio avançado e a assinatura próxima, o acordo entre União Europeia e Mercosul pode estabelecer uma ampla zona de livre comércio, impactando profundamente as relações econômicas entre os dois blocos e influenciando o comércio internacional.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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