Economia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou
  • Publishedjaneiro 4, 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela para grandes companhias norte-americanas, após a captura de Nicolás Maduro. A medida amplia o alcance das ações dos EUA na região, que envolvem interesses políticos e econômicos relacionados ao petróleo venezuelano.

A Venezuela detém cerca de 17% das reservas mundiais de petróleo, totalizando mais de 300 bilhões de barris, valor superior ao dos Estados Unidos. Essa reserva representa o maior volume comprovado do planeta, mas enfrenta dificuldades devido à infraestrutura debilitada e às sanções internacionais que dificultam investimentos e operações.

Apesar do potencial elevado, a produção de petróleo venezuelano caiu drasticamente nas últimas décadas. Em 1970, o país produzia 3,7 milhões de barris por dia, número que caiu para 665 mil barris em 2021. Em 2024, houve uma recuperação modesta, com produção aproximada de 1 milhão de barris diários, menos de 1% da produção global.

Desde as primeiras grandes descobertas, nas décadas de 1920 e 1930, o petróleo moldou a economia do país. A Venezuela foi um dos fundadores da Opep em 1960 e nacionalizou sua indústria petrolífera em 1976, criando a estatal PDVSA. Durante os governos de Hugo Chávez, a maior parte da receita petrolífera foi destinada a programas sociais, reduzindo investimentos em outros setores econômicos.

Essa dependência do petróleo ultrapassou 90% do total das exportações venezuelanas entre 1998 e 2019. A queda da produção e as sanções internacionais agravaram a crise econômica, provocando hiperinflação, que em 2019 chegou a 344.510% segundo o Banco Central da Venezuela.

Os Estados Unidos mantêm relações com o setor petrolífero venezuelano desde a década de 1920. Atualmente, a Chevron é a única empresa americana autorizada a operar no país, apesar das sanções aplicadas contra Caracas. A PDVSA sofre com cortes orçamentários que afetaram manutenção e investimentos, intensificando a queda na produção.

No passado, a nomeação do economista Gastón Parra para presidir a PDVSA em 2002 resultou em greve e na demissão de aproximadamente 20 mil funcionários, evidenciando conflitos internos na estatal. Apesar das dificuldades, o petróleo continua sendo o principal motor econômico da Venezuela.

Em 2024, a PDVSA registrou receitas de cerca de US$ 17,5 bilhões com exportações, produzindo em média mais de 800 mil barris por dia. O petróleo venezuelano é considerado estratégico para os Estados Unidos, pois é compatível com suas refinarias. Segundo especialistas, o interesse americano engloba também a redução dos preços internos dos combustíveis.

Antes do endurecimento das sanções em 2019, os EUA eram os principais compradores do petróleo venezuelano. Após as restrições, Caracas aumentou as exportações para a China, em acordos que envolvem petróleo em troca de empréstimos, aumentando a disputa geopolítica na região.

Em dezembro, três superpetroleiros que transportavam petróleo para a China ficaram retidos por um bloqueio imposto por Washington. Desde então, aguardam instruções diante da paralisação das exportações. Trump afirmou que a China receberia o petróleo, mas não detalhou como isso ocorreria.

A produção e exportação de petróleo respondem por cerca de 58% da receita da PDVSA em 2024. Do montante faturado em exportações, US$ 10,41 bilhões foram destinados ao Tesouro venezuelano em impostos e royalties. No primeiro semestre de 2025, a economia venezuelana cresceu 7,71%, impulsionada principalmente pelo setor de hidrocarbonetos, que avançou quase 15%.

No terceiro trimestre de 2025, o PIB do país cresceu 8,71%, com a atividade petrolífera registrando alta de 16,12%. Apesar do crescimento, a dependência do petróleo torna a economia vulnerável. Estimativas indicam que sanções lideradas pelos EUA causaram perdas de cerca de US$ 226 bilhões em receitas petrolíferas entre 2017 e 2024, valor superior ao PIB atual, estimado em US$ 108,5 bilhões.

A Venezuela mantém uma das maiores reservas naturais de petróleo do mundo, mas enfrenta desafios econômicos causados por infraestrutura em decadência, sanções internacionais e tensões geopolíticas. O futuro do setor petrolífero é central para a estabilidade econômica e política do país.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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