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O musical “Domingo no parque – Um musical brasileiro”, inspi

O musical “Domingo no parque – Um musical brasileiro”, inspi
  • Publishedjaneiro 4, 2026

O musical “Domingo no parque – Um musical brasileiro”, inspirado na canção de Gilberto Gil, estreou em 3 de janeiro no Teatro Claro Mais, em São Paulo, com apresentações previstas até 8 de fevereiro. A peça, escrita e dirigida por Alexandre Reinecke, utiliza a letra imagética da música lançada há 49 anos como base para contar uma história ambientada na Salvador dos anos 1970, envolvendo amor, fé, política e traição em contexto de repressão da ditadura militar.

“Domingo no parque” foi originalmente apresentada no III Festival de Música Popular Brasileira, em 1971, quando ficou em segundo lugar, marcada pela interpretação de Gilberto Gil e do grupo Os Mutantes. A música apresenta uma narrativa cinematográfica que gira em torno de um triângulo amoroso formado pelos personagens João, José e Juliana, usados como centro dramático no musical.

Além da composição-título, o espetáculo inclui outras músicas de Gilberto Gil, sob direção musical de Bem Gil, como “Roda” (1966), “Preciso aprender a só ser” (1973), “Pessoa nefasta” (1984) e “Cálice” (1973), esta última em parceria com Chico Buarque. A trilha sonora é executada ao vivo por um trio formado por Bruno Di Lullo (baixo), Daniel Conceição (bateria e percussão) e Mano Jotta (violão, guitarra e cavaquinho), com arranjos e regência de Gabe Fabbri.

O samba “Chiclete com banana”, gravado por Gilberto Gil e composto por Gordurinha e Almira Castilho em 1958, também integra o repertório do musical, que contempla ainda temas de outros compositores, reforçando a homenagem à obra de Gilberto Gil.

A trama se passa na cidade de Salvador, cidade natal de Gil, e retrata o início dos anos 1970, época marcada pela repressão política da ditadura. A história aborda as vivências pessoais e sociais dos personagens centrais: José, um feirante interpretado por Alan Rocha; João, operário da construção civil vivido por Guilherme Silva; e Juliana, representada pela atriz Rebeca Jamir.

No texto, fatos relacionados a amor, fé sob a perspectiva das religiões de matriz afro-brasileira, bem como questões políticas e de traição, se entrelaçam para mostrar a complexidade das relações humanas durante o regime militar. O musical propõe uma reflexão sobre o contexto histórico, usando como eixo narrativo a letra da emblemática canção.

Concebido por Alexandre Reinecke desde 1995, o espetáculo projeta a memória da música e seu universo narrativo em uma obra teatral que alia elementos musicais, dramáticos e históricos, configurando uma nova abordagem para o legado de Gilberto Gil.

As apresentações seguem até 8 de fevereiro, oferecendo ao público paulistano a oportunidade de revisitar uma obra seminal da música popular brasileira sob um formato diferente, que valoriza a musicalidade e o conteúdo social da obra original.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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