Economia

O Brasil registrou um novo recorde na liberação

O Brasil registrou um novo recorde na liberação
  • Publishedjaneiro 4, 2026

O Brasil registrou um novo recorde na liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2025, com 912 produtos aprovados, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) neste domingo (4). O número representa um aumento de mais de 37% em relação a 2024, quando foram aprovados 663 produtos.

Entre os registros de 2025, 162 são defensivos biológicos, que tiveram crescimento de mais de 50% em comparação ao ano anterior, quando 106 desses produtos foram liberados. Os defensivos biológicos são considerados de baixo risco e podem conter componentes como hormônios, insetos e vírus. Além desses, foram aprovados 25 produtos químicos inéditos.

A maior parte dos agrotóxicos liberados (589) destina-se ao uso direto dos agricultores, sendo chamados de “produtos formulados”. Essa categoria engloba agrotóxicos químicos e biológicos disponíveis no mercado para aplicação na agricultura. Outros 323 produtos são de uso exclusivo para a indústria, conhecidos como “produtos técnicos”. Eles funcionam como matérias-primas para a fabricação dos pesticidas, incluindo as “pré-misturas”, que agilizam os processos industriais.

Apesar do recorde de aprovações, nem todos os produtos registrados são comercializados imediatamente. Dados de 2024 indicam que 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos registradas não chegaram a ser vendidas, assim como 13,6% dos ingredientes ativos.

Para a liberação de um agrotóxico no Brasil, o produto precisa ser avaliado por três órgãos federais: o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A aprovação só ocorre com o aval conjunto dessas instituições.

O Mapa analisa a eficácia do produto no combate à praga ou doença para que foi desenvolvido, com base em estudos apresentados pelas empresas fabricantes. O produto deve apresentar pelo menos 70% de eficácia para ser aprovado. Este órgão também formaliza e divulga os registros.

A Anvisa avalia os riscos para a saúde humana, considerando efeitos imediatos e de longo prazo para trabalhadores que aplicam ou manipulam o produto, assim como para consumidores de alimentos que possam conter resíduos. Além disso, define os limites máximos de resíduos permitidos nos alimentos.

O Ibama verifica os impactos ambientais do agrotóxico, analisando sua persistência no solo, na água e no ar, além dos efeitos sobre animais e ecossistemas. O órgão classifica o potencial de perigo ambiental dos produtos, de “altamente perigoso” a “pouco perigoso”.

Os agrotóxicos disponíveis no mercado brasileiro se dividem em diferentes categorias: produto técnico, utilizado como matéria-prima para fabricação; pré-mistura, uma combinação que agiliza processos industriais; produto formulado, que é comprado e aplicado pelo agricultor; e produtos equivalentes, que são versões genéricas de princípios ativos já existentes.

O prazo legal para análise de novos produtos é de até 24 meses, mas na prática o processo costuma levar mais tempo devido ao volume de pedidos, especialmente de produtos equivalentes. Já os defensivos biológicos passam por avaliações mais rápidas, com prazo médio de 12 meses, devido aos menores riscos envolvidos.

A aprovação dos agrotóxicos no Brasil é balizada por estudos técnicos enviados pelos fabricantes, sem a realização de novas análises experimentais pelos órgãos reguladores. O processo, entretanto, segue uma avaliação multidisciplinar que considera eficácia, saúde humana e meio ambiente.

A aprovação crescente de agrotóxicos e defensivos biológicos reflete a demanda do setor agrícola, que busca soluções para o controle de pragas e doenças. Contudo, o uso desses produtos é acompanhado por regras que visam minimizar riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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