Pop & Arte

A gravadora Biscoito Fino lançou no fim de 2025 edições

A gravadora Biscoito Fino lançou no fim de 2025 edições
  • Publishedjaneiro 3, 2026

A gravadora Biscoito Fino lançou no fim de 2025 edições em CD dos últimos álbuns de artistas como Gal Costa, Dori Caymmi, Joyce Moreno, Simone e Sandra Pêra, em resposta à demanda de público que ainda valoriza esse formato. Mesmo com a predominância da música digital, o CD mantém um mercado restrito, especialmente entre fãs de nomes tradicionais da MPB.

O lançamento acontece em meio a debates sobre o futuro do CD como meio de áudio. Enquanto o LP voltou a ganhar destaque devido ao seu apelo visual e valor artístico, o CD não tem os mesmos atrativos além da qualidade sonora. Fabricado no Brasil desde 1985, o CD oferece som claro e cristalino, mas isso tem perdido importância diante do consumo cotidiano via streaming em celulares.

Segundo avaliação de especialistas, o CD não deve experimentar uma revalorização semelhante à do vinil, já que carece do componente tátil e estético que motiva colecionadores e público do LP. A experiência de manusear capas e encartes, que evoluíram com artes gráficas sofisticadas, amplia o aspecto cultural associado ao vinil, o que não ocorre com o formato em disco compacto.

Apesar do prognóstico limitado, o CD persiste como um objeto de coleção para fãs de artistas veteranos da música popular brasileira. Tiragens baixas e preços elevados indicam um mercado pequeno porém dedicado, interessado em preservar a memória e a materialidade das obras. A oferta recente da Biscoito Fino atende a essa parcela de consumidores que mantém vínculo afetivo e histórico com o suporte.

Quem cresceu ouvindo esses artistas no formato físico encontra no CD uma opção para completar acervos pessoais. Isso não se aplica da mesma forma a músicos mais jovens, cujos públicos são nativos digitais e pouco habituados ao disco compacto. Assim, novos lançamentos em CD de artistas emergentes aparecem como menos viáveis.

O argumento é reforçado pelo depoimento de profissionais ligados ao jornalismo musical que acumulam coleções de CDs há décadas e hoje optam por se desfazer de boa parte do acervo. A decisão é justificada pela mudança na forma de ouvir música e pela dificuldade de espaço nas residências. No entanto, discos de nomes consagrados não são descartados.

A conclusão é que o CD permanece em um estado de “agonizante”, sem perspectivas claras de sobrevivência ampla, mas com relevância restrita a nichos específicos. O formato resiste como produto para colecionadores e apreciadores fiéis das obras em sua versão física.

A iniciativa da Biscoito Fino demonstra que ainda há mercado para o CD, embora limitado. O valor do formato se mantém sobretudo pela história, pelo público tradicional e pela qualidade sonora que não pode ser reconstituída integralmente nas plataformas digitais.

Palavras relacionadas para SEO: CD, música digital, Biscoito Fino, MPB, Gal Costa, Dori Caymmi, Joyce Moreno, Simone, LP, vinil, mercado fonográfico, áudio, coleção de CDs, formato físico, streaming, música brasileira.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

Leave a Reply