Economia

O dólar fechou em queda no primeiro pregão de 2026

O dólar fechou em queda no primeiro pregão de 2026
  • Publishedjaneiro 2, 2026

O dólar fechou em queda no primeiro pregão de 2026, refletindo a continuidade da tendência observada no final de 2025, em um ambiente de otimismo moderado para os mercados brasileiros e incertezas no cenário global. A moeda americana foi cotada a R$ 5,4710 na abertura desta sexta-feira (2), com baixa de 0,34%.

No último dia útil de 2025, o dólar terminou em queda de 1,47%, a R$ 5,4887, acumulando uma desvalorização superior a 10% ao longo do ano, o pior desempenho anual em quase uma década. Entre os fatores que influenciaram o movimento estiveram apostas em cortes adicionais da taxa de juros pelo Federal Reserve, preocupações com o déficit fiscal dos EUA, tensões comerciais globais e incertezas sobre a política econômica norte-americana.

O Ibovespa encerrou 2025 em alta, subindo 0,40% no último pregão e chegando a 161.125 pontos. O índice acumulou uma valorização superior a 30% durante o ano, impulsionado principalmente por ações ligadas a commodities, mesmo com os juros em seu patamar mais alto em duas décadas.

Para o início de 2026, a expectativa é de continuidade do movimento positivo para a bolsa brasileira. O otimismo tem como base a demanda prevista da China, que reafirmou sua meta de crescimento de 5%, o que exige investimentos contínuos em infraestrutura e indústria. Esse cenário favorece a importação de matérias-primas e beneficia setores de mineração e siderurgia no Brasil.

Por outro lado, a imposição de novas cotas e tarifas chinesas sobre a carne brasileira gera pressão sobre o setor de proteína animal, indicando um ambiente de comércio global mais restritivo no novo ano.

No mercado interno, o emprego se mantém estável com taxas de desemprego baixas e elevação da renda, sustentando o consumo doméstico. Entretanto, a inflação de serviços permanece elevada, limitando a margem para cortes rápidos na taxa básica de juros. A situação fiscal também permanece sob monitoramento, com o aumento do déficit e da dívida pública pressionando os juros e restringindo o apetite a riscos.

No cenário internacional, as bolsas globais começaram 2026 com alta, mesmo diante do volume reduzido de negociações devido a feriados em importantes mercados como Japão e China. Em 2025, o índice MSCI World subiu mais de 20%, seu melhor desempenho desde 2019, e as projeções para 2026 indicam crescimento nos lucros corporativos na ordem de 12%.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros das principais bolsas avançaram na abertura do ano. O desempenho recente foi influenciado por ações relacionadas à inteligência artificial, embora o setor de tecnologia tenha apresentado desaceleração no final de 2025. Analistas apontam que o resultado do primeiro pregão não é indicativo seguro para o restante do ano, e destacam que a trajetória depende da política monetária e das decisões governamentais.

Na Europa, os mercados acionários atingiram novos patamares históricos, com o índice STOXX 600 subindo 0,6% e o FTSE 100 ultrapassando os 10 mil pontos pela primeira vez. A recuperação é atribuída a juros mais baixos, estímulos fiscais, principalmente na Alemanha, e a realocação de investimentos que antes se concentravam em empresas de tecnologia nos EUA. Setores como defesa, bancos, energia e commodities lideram os ganhos, enquanto o segmento imobiliário ficou atrás.

Na Ásia, as bolsas de Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul e Singapura atingiram níveis recordes. O índice Hang Seng registrou seu maior patamar em cerca de seis semanas, impulsionado pelo otimismo em relação ao setor de inteligência artificial da China e pela estreia de uma empresa de chips de IA na bolsa local. Japão e China continental ainda permanecem com as atividades suspensas devido a feriados.

Os metais preciosos seguem em alta, com o ouro valorizando mais de 1% no primeiro pregão de 2026, ampliando um movimento que fez o metal atingir sua maior valorização em 46 anos no ano anterior. A crescente demanda por ouro reflete preocupações com a fraqueza do dólar, tensões geopolíticas e expectativas de juros baixos nos Estados Unidos. Prata e platina também registraram ganhos históricos.

O petróleo mostrou leve volatilidade na abertura do ano, com preços do Brent e do petróleo americano oscilando sem tendências claras. Em 2025, os preços do petróleo tiveram a maior queda anual desde 2020, e as perspectivas para 2026 ainda são incertas diante das dúvidas sobre o crescimento econômico global e a demanda por energia.

Em resumo, o início de 2026 para os mercados brasileiros e globais mostra continuidade de tendências de 2025, com dólar em queda, bolsa em alta e um ambiente marcado por fatores internos e externos que indicam cautela e possibilidades de crescimento moderado.

Palavras-chave relacionadas: dólar, Ibovespa, mercado financeiro, China, commodities, Federal Reserve, política monetária, bolsa de valores, investimentos, tarifas comerciais, inflação, juros, mercado internacional, ouro, petróleo, ações, inteligência artificial.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

Leave a Reply