O filme “A Empregada”, estrelado por Sydney Sweeney

O filme “A Empregada”, estrelado por Sydney Sweeney, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º) com uma proposta de suspense que falha em manter o tom esperado, apesar de boas atuações e uma premissa instigante. Baseado no livro de Freida McFadden, o longa mostra uma jovem empregada doméstica que enfrenta segredos sombrios de uma família rica em Long Island.
Na trama, Millie Calloway (Sydney Sweeney) tenta mudar de vida ao conseguir emprego na casa de Nina Winchester (Amanda Seyfried) e seu marido Andrew (Brandon Sklenar). Aos poucos, Millie percebe comportamentos estranhos dos patrões e descobre segredos que colocam sua segurança em risco, entrando em um confronto de manipulação e mistério.
“A Empregada” foi bem recebido nos Estados Unidos na segunda metade de dezembro, sinalizando um possível fim para o período negativo da carreira recente de Sydney Sweeney. No entanto, o filme apresenta desequilíbrios na direção de Paul Feig, que imprime cenas excessivamente dramáticas e por vezes cômicas de forma involuntária, enfraquecendo a tensão que o suspense deveria provocar.
A direção registra momentos intrigantes, especialmente na primeira metade, com situações que desviam do previsível. Já no segundo ato, o roteiro torna-se repetitivo e previsível, além de perder o clima de suspense ao abusar de reviravoltas óbvias. Esse ritmo irregular afeta o envolvimento do público e reduz o impacto das principais revelações da história.
O roteiro de Rebecca Sonnenshine, habituada a séries de TV, cria diálogos pouco convincentes e situações que parecem deslocadas, incluindo uma subtrama sobre uma antiga coleção de pratos, que não funciona em sua adaptação para o cinema e prejudica a atmosfera geral. Além disso, a construção de personagens secundários carece de profundidade, especialmente no caso do jardineiro Enzo (Michele Morrone), cuja presença é limitada e pouco desenvolvida.
Entre os pontos positivos estão as atuações das protagonistas. Sydney Sweeney imprime camadas ao personagem Millie, conferindo um tom irônico especialmente na segunda metade do filme. Amanda Seyfried se destaca ao interpretar Nina Winchester, alternando entre uma mulher aparentemente doce e uma pessoa capaz de comportamentos extremados e cruéis, o que dá consistência a diversas sequências.
Por outro lado, Brandon Sklenar oferece uma atuação superficial, sem o peso dramático esperado para seu papel, enquanto Michele Morrone se mostra pouco expressivo. Elizabeth Perkins aparece em um papel secundário marcadamente caricatural como a matriarca da família Winchester.
No conjunto, “A Empregada” funciona como entretenimento leve para o público que busca um suspense com elementos exagerados e momentos caricatos. O filme dificilmente será lembrado por sua qualidade narrativa ou técnica, mas pode abrir caminho para adaptações futuras dos outros livros de Freida McFadden, mantendo a parceria e a presença de Sydney Sweeney no centro das atenções.
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Fonte: g1.globo.com
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