Entre 2001 e 2025, 25 álbuns brasileiros marcaram

Entre 2001 e 2025, 25 álbuns brasileiros marcaram a música popular ao definirem ou renovarem estilos e caminhos para outros artistas no país. A seleção foi divulgada pelo Blog do Mauro Ferreira, que apontou um disco influente para cada ano do primeiro quarto do século XXI, mostrando a diversidade e evolução do cenário musical brasileiro.
A lista não pretende indicar os melhores álbuns, mas sim aqueles que tiveram impacto significativo na cena musical. O ponto de partida é o disco “Bloco do eu sozinho” (2001), do grupo Los Hermanos, que estabeleceu um estilo vocal e musical adotado pela cena indie no Brasil. O início dos anos 2000 também marcou a expansão da música independente, abrindo espaço para artistas como Cansei de Ser Sexy e Mallu Magalhães.
O hip hop brasileiro ganhou projeção nacional com artistas como Criolo, Emicida, Baco Exu do Blues, BK e Don L, que aparecem na seleção com álbuns decisivos para o gênero. O álbum “Cê” (2006), de Caetano Veloso, representou a retomada da conexão do artista com o público jovem. Já Maria Rita, em 2007, consolidou o samba em sua discografia.
Gaby Amarantos destaca-se na lista com “Treme” (2012), que trouxe o Pará para o foco da música brasileira. Tim Bernardes, com “Recomeçar” (2017), apresentou um estilo de canto confessional que influenciou outros artistas como Zé Ibarra e Zeca Veloso. Juçara Marçal, com “Encarnado” (2014), chamou a atenção para a cena paulistana, onde atuam nomes como Kiko Dinucci e Romulo Fróes.
No âmbito da inovação e diálogo com diferentes gerações, o álbum “A mulher do fim do mundo” (2015), de Elza Soares, e “Besta fera” (2019), de Jards Macalé, se destacam. Marina Sena, em 2021, lançou “De primeira”, um trabalho de pop tropical contemporâneo. Em 2023, o pagode de Xande de Pilares se aproximou da MPB de Caetano Veloso no disco “Xande canta Caetano”, enquanto Liniker repetiu o sucesso com “Caju” (2024).
Nem todos os álbuns da lista ganharam grande popularidade comercial, como “Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz” (2009), que promoveu revoluções sonoras mais discretas. No entanto, todos os discos selecionados exercem influência relevante na produção musical brasileira atual, refletindo a diversidade e os diferentes ritmos do país.
O conjunto desses álbuns revela transformações constantes, somando gêneros como samba, hip hop, pop, pagode, música indie e experimental. A lista do Blog do Mauro Ferreira destaca que cada obra ajudou a delinear os padrões e direções da música popular brasileira nos últimos 25 anos, apontando novas possibilidades e consolidando estilos históricos.
Álbuns que figuram na lista incluem, além dos já citados, “Tribalistas” (2002), disco fundamental na carreira de Marisa Monte, “Ivete Sangalo MTV ao vivo” (2004) e “Duas cidades” (2016), da BaianaSystem, que evidenciou o apartheid social em Salvador. O levantamento mostra a pluralidade e riqueza sonora que sustentam a música brasileira no século XXI e sinaliza uma continuidade na produção musical com diversidade cultural e regional.
Com essa reflexão sobre os álbuns que deixaram marca, o Blog do Mauro Ferreira estabelece um panorama do que ocorreu na música popular brasileira entre 2001 e 2025, ressaltando a importância da inovação e reafirmação de identidades musicais no país.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com