Economia

O Ibovespa deve encerrar 2025 com alta superior

O Ibovespa deve encerrar 2025 com alta superior
  • Publisheddezembro 30, 2025

O Ibovespa deve encerrar 2025 com alta superior a 30%, registrando a maior valorização anual desde 2016, apesar da Selic estar em 15% ao ano, o maior patamar em 20 anos. Segundo dados da B3 e especialistas ouvidos pelo g1, o desempenho se deve a fatores externos, ajustes políticos e expectativas econômicas, que motivaram investidores mesmo em cenário de juros elevados no Brasil.

Ao longo do ano, o Ibovespa bateu 32 recordes de fechamento, número só superado por 2019, quando foram 40 recordes em um período de valorização do mercado. A consultoria Elos Ayta destaca que o índice teve seu melhor avanço desde 2016, quando acumulou valorização de 38,9%.

O cenário internacional exerceu influência decisiva sobre essa alta. O Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos reduziu juros três vezes em 2025, o que diminuiu o rendimento dos títulos americanos mais seguros, as Treasuries. Essa queda estimula investidores a buscar retornos mais altos em mercados emergentes, como o Brasil.

Além disso, houve aumento do receio em relação às contas públicas dos EUA, agravado pela paralisação do governo (shutdown) mais longa da história do país, gerando incertezas e incentivando a diversificação de investimentos. Também pesaram na decisão dos investidores as tentativas de interferência do governo Trump no banco central americano e a política comercial marcada por tarifas elevadas sobre produtos brasileiros.

No Brasil, ações de empresas ainda cotadas abaixo dos níveis pré-pandemia atraíram compradores, que passaram a considerar esses ativos como potencialmente subvalorizados. O mercado brasileiro apresentou resiliência diante das tensões comerciais com os EUA, ajustando exportações e revertendo tarifas sobre cerca de 200 produtos alimentícios até novembro, incluindo café e carne.

Apesar da Selic elevada, a expectativa de cortes a partir de 2026 impulsionou o interesse por ações. Para especialistas, a combinação entre juros americanos em queda, preços atrativos das ações brasileiras e fluxo de capitais contribuiu para a valorização consistente do Ibovespa em 2025.

No entanto, a preocupação com o desequilíbrio fiscal do Brasil permanece e pode retornar ao centro do debate com a proximidade das eleições de 2026. O receio fiscal influencia a decisão do Banco Central de manter juros altos, mesmo com a inflação projetada para encerrar o ano dentro da meta estabelecida.

A volatilidade do índice no início de dezembro indicou possível turbulência para 2026, ano eleitoral. A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro levou o dólar a subir e a bolsa a recuar mais de 4% em um único dia. Analistas apontam que a entrada de Bolsonaro na disputa dificulta a união da oposição e fortalece a possibilidade de reeleição do presidente Lula, aumentando incertezas fiscais e políticas.

Apesar da instabilidade política, espera-se que a volatilidade externa seja menor em 2026, o que pode reduzir impactos negativos no mercado financeiro. A combinação de um possível corte da Selic com mudanças no cenário político alimenta projeções otimistas que indicam o Ibovespa podendo alcançar entre 170 mil e 200 mil pontos no próximo ano.

Especialistas lembram, contudo, que o comportamento do índice brasileiro está condicionado à interação entre fatores macroeconômicos, ambiente político e percepção de risco, que podem provocar ciclos alternados de altas e ajustes. O desempenho do Ibovespa em 2025 reflete essa dinâmica, que continuará a moldar o mercado em 2026.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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