Economia

O dólar registrou queda de 10,29% frente ao real no

O dólar registrou queda de 10,29% frente ao real no
  • Publisheddezembro 30, 2025

O dólar registrou queda de 10,29% frente ao real no Brasil em 2025, segundo dados até esta segunda-feira (29), penúltimo dia útil do ano. A desvalorização ocorre num contexto global de enfraquecimento da moeda norte-americana, influenciado por fatores políticos e econômicos nos Estados Unidos e no Brasil.

A moeda americana começou o ano cotada a R$ 6,16 e acumulou uma desvalorização de 7,4% no primeiro trimestre. A desaceleração da valorização inicial decorreu principalmente das políticas adotadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que privilegiou medidas graduais até o aumento tarifário de abril, segundo especialistas. Esse aumento nas tarifas gerou incertezas sobre a economia americana, levando investidores a reverem posições em dólar e a buscarem proteção cambial por meio de hedge, o que aprofundou a queda da moeda.

A atuação do Federal Reserve (Fed) também teve peso nesse movimento. A expectativa inicial de cortes rápidos e intensos na taxa de juros americanos deu lugar a uma redução gradual, iniciada apenas em setembro de 2025, totalizando três cortes até o momento. Esses ajustes reduziram a taxa de juros dos EUA de 4,25%-4,50% para 3,50%-3,75%, nível mais baixo desde 2022.

A queda dos juros nos EUA diminui o rendimento dos títulos públicos americanos, as Treasuries, e aumenta o apetite dos investidores por mercados emergentes. O Brasil se beneficiou desse cenário, com a valorização do real fortalecida por sua taxa básica de juros em níveis elevados, a maior dos últimos 20 anos, que atrai capital estrangeiro.

Além dos juros, a percepção sobre as contas públicas brasileiras melhorou em 2025, com indicadores apontando maior arrecadação e controle de despesas. O compromisso do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de manter a inflação dentro da meta de 3% também contribuiu para a estabilidade do real. Diferenças na postura do Banco Central minimizaram temores iniciais sobre interferências políticas.

Especialistas avaliam que a combinação de fatores externos, como a política monetária dos EUA, e internos, como os juros altos e a política fiscal no Brasil, continuará influenciando o câmbio em 2026. O término do mandato de Jerome Powell na presidência do Fed, previsto para maio, gera expectativas sobre possíveis mudanças na política monetária americana, o que pode afetar a volatilidade do dólar.

No cenário brasileiro, o possível início do ciclo de cortes na taxa básica de juros e as incertezas políticas, relacionadas às eleições de 2026, são pontos observados pelo mercado. Investidores devem acompanhar o alinhamento do próximo governo às políticas fiscais para manter o superávit primário e a estabilidade da dívida pública.

Analistas indicam que, enquanto as decisões do Fed devem dominar o primeiro trimestre do próximo ano, fatores internos brasileiros ganharão destaque a partir de abril, com a aproximação do calendário eleitoral. O resultado dessa conjuntura deverá definir o comportamento futuro das taxas de câmbio entre o real e o dólar.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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